Apenas 16 dias depois do anuncio oficial das contratações de Paolo Maldini e Leonardo pela Federação Italiana de Futebol (FISG), os dois dirigentes se retiraram dos seus cargos nesta segunda-feira (27). A decisão tomada em conjunto pela dupla ocorre após o presidente Giovanni Malagò se colocar contra a nomeação de Andrea Pirlo como novo treinador principal da seleção italiana.
O ex-atleta do Milan, Paolo Maldini, tinha o posto de diretor de seleções da Federação italiana, enquanto o tetracampeão mundial com a seleção brasileira em 1994 tinha um papel de consultor da FIGC. Os dois trabalhavam em conjunto e eram responsáveis por escolher o novo treinador da seleção italiana.
O cargo para treinador da equipe segue sem ser ocupado após o time nacional ser eliminado na repescagem europeia e ficar de fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva.
A dupla chegou a entrar em contato com Carlo Ancelotti, treinador da seleção brasileira e Pep Guardiola, ex-comandante do Manchester City por quase dez temporadas consecutivas, mas as conversas com ambos não avançaram positivamente e o nome ideal acabou sendo o de Andrea Pirlo.
A contratação do italiano para o cargo de técnico chegou a ficar encaminhada com a Federação, mas foi vetada pelo presidente por conta da sua relação comercial com uma casa de apostas russa, na qual o ex-atleta é garoto propaganda. Com isso, Maldini e Leonardo teriam procurado o presidente para saber explicações sobre a decisão e se retiraram dos seus respectivos cargos.
O novo comandante da Azzurra terá que lidar com uma crise histórica dentro e fora dos gramados. A Itália não disputa uma edição do torneio desde 2014, quando caiu na fase de grupos da Copa disputada no Brasil. A tetracampeã ficou de fora das últimas três edições, sofrendo derrotas traumáticas nas eliminatórias europeias.
