Suíça e Catar se enfrentaram pela primeira rodada da Copa do Mundo 2026, em jogo válido pelo Grupo B. O jogo foi marcado por um domínio significativo pelos suíços, enquanto a equipe do Catar tentava se defender na maior parte do jogo para sair em raros contra-ataques e poucas mas perigosas chegadas ao gol defendido pelo goleiro Kobel, mas gerava espaços aproveitados pelos europeus, que tiveram muita paciência para encontrar os espaços, mas a falta qualidade na conclusão das jogadas evitou um placar mais elástico. Os suíços, no final do jogo, ainda foram castigados pela falta de efetividade, sofrendo um gol histórico no final da partida.
Primeiro tempo
Favorita a vencer o jogo, a Suíça iniciou já tentando sufocar o Catar, que não conseguia trocar passes nos primeiros momentos e devolvia aos suíços, que por sua vez construíam jogadas com calma para chegar ao gol do Catar.
Mesmo com os suíços tendo o controle do jogo, o Catar aos dois minutos achou uma escapada pelo lado direito com o camisa 8 Edmilson Junior, saindo de cara com o goleiro Kobel que realizou a primeira grande intervenção na partida.
A primeira defesa do goleiro Catari veio apens aos quatro minutos, após um erro de comunicação da zaga do Catar, o camisa 11 Dan Ndoye, da Suíça, finalizou forte e no canto, obrigando o goleiro Mahmud Abunad a fazer uma grande defesa. Os europeus mantinham o controle sobre o jogo, mas aparecendo timidamente na área Catari e criando poucas chances reais de gols.
Superior tecnicamente, o time da Suíça trocava passes rápidos tentando envolver os atletas adversários, e em mais um erro defensivo, o ataque dos europeus encontrou um erro de marcação e após uma jogada pelo lado direito, o veio o cruzamento para dentro da área buscando mais uma vez Dan Ndoye, que sozinho finalizou para longe.
Mesmo na tentativa de chegar ao gol adversário com jogadas envolventes, tentando forçar erros de posicionamento dos atletas Catari, a chance mais clara de marcar veio com uma jogada de bola disputada na entrada da área, onde o goleiro Mahmud Abunad se chocou com o meia Remo Freuler dentro da área, sendo marcado o pênalti a favor da Suíça. A penalidade foi cobrada por Embolo, que sem tomar muita distância da bola, bateu com qualidade deslocando completamente o goleiro e abrindo o placar aos 16 minutos.
Na tentativa de buscar o empate, a seleção do Catar apostou em uma estratégia completamente diferente dos momentos iniciais, subindo suas linhas e marcando a Suíça até as proximidades da linha de fundo, mas deixando alguns espaços, gerando oportunidades aos suíços como a do Embolo, que recebeu a bola na pequena área e bateu cruzado em cima do goleiro.
A tônica da partida seguiu com a Suíça dominando o jogo, controlando e tentando achar espaços pelas laterais da seleção Catari, mas chegando timidamente ao gol defendido por Mahmud Abunada. As finalizações do time europeu terminavam nas mãos do arqueiro ou encontravam algum defensor no meio do caminho, com os favoritos e melhores na partida trocando passes com bastante paciência na região da intermediária até achar algum espaço fornecido pela defesa adversária.
Mesmo sendo inferior tecnicamente e dominado em quase toda a partida, o Catar contou com a efetividade como a sua principal arma. Em um contra ataque rápido, Edmilson Junior finalizou rasteiro e obrigou o goleiro Kobel a fazer mais uma defesa. A Suíça rapidamente retomou o controle da partida e obrigou o goleiro catari a fazer mais três intervenções importantes na partida.
A primeira etapa foi finalizada com um jogo bastante corrido, em raros contra-ataques, o Catar conseguia fazer o goleiro suíço realizar grandes defesas, mas os suíços dominaram a maior parte do primeiro tempo e com paciência, conseguiram achar espaços cedidos de forma frequente pelo setor defensivo adversário, finalizando algumas vezes no gol, o que obrigou o goleiro da equipe do Oriente Médio a fazer algumas boas intervenções.
Segundo tempo
No segundo tempo, a tônica foi a mesma. Inicialmente, os suíços buscaram sufocar o time do Catar que não apresentava muitas forças para reagir e encaixar os contra-ataques. A Suíça intensificou os ataques, dando um novo ritmo ao jogo enquanto buscava ampliar o placar, gerando uma verdadeira chuva de finalizações no gol adversário.
Em decorrência dos erros, a partida do Catar ficou marcada por um grande número de faltas cometidas no corredor lateral, o que aumentou no segundo tempo com a presença maior da Suíça no campo ofensivo, presença que ganhou ainda mais força com a entrada dos atletas vindos do banco de reservas, gerando mais jogadas de finalização para a equipe suíça, que chegava cada vez mais perto do segundo gol.
Sem muitas novidades na segunda etapa, a Suíça continou criando e desperdiçando grandes oportunidades de gol, enquanto o Catar conseguia sair em alguns contra-ataques que ficaram mais frequentes na parte final do jogo, mas esbarrou em um sólido sistema defensivo organizado pela equipe europeia.
Armando uma linha com cinco defensores na zaga, o Catar optou por bloquear as jogadas organizadas pelo corredor central do campo, diminuindo a quantidade de alternativas para criação dos suíços. A equipe catari aparentava aceitar a derrota nos minutos finais, se resumindo a defender com as linhas baixas o forte ataque suíço, que continuava a perder uma grande quantidade de chances claras.
De forma despretenciosa, o Catar passou a tocar a bola no meio campo e encontrou em uma jogada através dos seus pontas que levou um grande perigo ao gol adversário, mas terminou com o goleiro interceptando o segundo cruzamento sem grandes dificuldades. O time do Oriente Médio sentiu o bom momento e ainda criou mais uma boa jogada dentro da área, mas o goleiro Kobel realizou mais uma defesa tranquila.
A Suíça ainda tentou voltar ao ataque, mas sem levar muito perigo durante todo o tempo dado de acréscimos pela equipe de arbitragem. Entretanto, o inesperado aconteceu. Em um cruzamento na área, a seleção do Catar conseguiu o improvável gol de empate com um cabeceio certeiro do camisa 16 Boualem Khoukhi, provando que nada é impossível para o futebol e acima de tudo, castigando a falta de efetividade do ataque da Suíça durante toda a partida, perdendo uma grande quantidade de gols e jogadas bem armadas pelos seu setor de meio campo.
A Suíça foi para o tudo ou nada no minuto final, mas nada pôde ser feito e os torcedores cataris empolgados transformaram o estádio em um pedaço da sua nação. O empate histórico foi bastante comemorado pelos torcedores e jogadores da equipe que agora se prepara para enfrentar o time da casa, Canadá, enquanto a Suíça busca recuperar o prejuízo em um confronto de europeus, diante da Bósnia.
Ficha técnica
Data e horário da partida: 13 de junho de 2026, às 16h (Brasília);
Local: Levi’s Stadium, em Santa Clara, Estados Unidos;
Árbitro principal: Said Martínez (ARG);
Assistentes: Walter Lopez (ARG) e Cristian Ramirez (ARG);
VAR: Guillermo Pacheco (MEX);
Cartões vermelhos: sem cartões vermelhos;
Gols da partida: Embolo (SUI), Boualem Khoukhi (CAT);
Escalações das equipes:
Catar: Mahmud Abunada; Ayoub Aloui, Homam Ahmed, Boualem Khoukhi e Pedro Miguel; Assim Madibo, Issa Laye e Jassem Gaber; Akram Afif, Yusuf Abdurisag e Edmilson Junior.. Técnico: Julen Lopetegui
Suíça: Gregor Kobel; Manuel Akanji, Nico Elvedi e Ricardo Rodríguez; Denis Zakaria, Michel Aebischer, Remo Freuler e Granit Xhaka; Dan Ndoye, Ruben Vargas e Breel Embolo. Técnico: Murat Yakin.
Estatísticas da partida
Equipes: Catar – Suíça
Posse de Bola: 32% – 68%
Finalizações: 7 – 26
Finalizações no gol: 4 – 7
Defesas do goleiro: 5 – 3
Escanteios: 3 – 10
Faltas cometidas: 12 – 11
Cartões amarelos: 2 – 1
Cartões Vermelhos: 0 – 0
Próxima partida: Brasil x Marrocos.
