Brasil e Marrocos se enfrentaram na noite deste sábado em partida que prometia ser a melhor da fase de grupos, por conta do nível técnico apresentado pelas duas equipes que não estão entre as favoritas no momento inicial, mas entram como fortes candidatas a chegar às fases finais do torneio. A partida entre as duas seleções terminou em um empate após um jogo bastante movimentado e com grandes chances criadas para ambos os lados.
Primeiro tempo
Os momentos iniciais do jogo ficaram marcados pelas duas equipes estudando bastante o adversário, Marrocos tentando tomar a iniciativa das ações e o Brasil em uma postura mais reativa bloqueando as tímidas investidas dos marroquinos. A equipe comandada por Ancelotti apostava em uma marcação mais agressiva, confiando na capacidade dos seus atacantes de aproveitar os espaços deixados para puxar contra ataques com velocidade no camoo ofensivo.
A primeira grande oportunidade da partida caiu nos pés de Neil El Aynaou, camisa 24 da equipe marroquina, que chutou de dentro da área, a bola chegou a passar do goleiro Alisson, mas a bola foi interceptada embaixo das traves. Na volta, o lateral Hakimi finalizou cruzado pra fora. A seleção brasileira cometia alguns erros de marcação no setor defensivo, equívocos que geraram grandes chances de finalização para os atacantes de Marrocos, que não conseguiam converter os chutes em oportunidades claras.
A equipe brasileira aparentava um nervosismo que influenciou diretamente no desempenho dos atletas em campo nos minutos iniciais. Após uma falta sofrida no campo de defesa, o Brasil segurou um pouco o jogo e conseguiu encaixar seu primeiro ataque perigoso, com Vinícius Junior cruzando a bola para Igor Thiago, que de cara pro gol não conseguiu acertar a bola na tentativa de cabeceio.
Os atletas brasileiros começaram a se sentir confiantes a partir deste momento, e tentaram ter mais a posse de bola para criar jogadas ofensivas. O esquema ofensivo armado por Ancelotti ia ficando cada vez mais nítido, a equipe subiu as linhas para interceptar a bola no meio campo e inverteu o cenário do jogo, marcando mais presença no campo de ataque em jogadas rápidas com Bruno Guimarães, Paquetá, Igor Thiago e Vini Jr.
Apesar do bom momento, o Brasil tomou um contra ataque mortal, com Ismael Saibari batendo de cavadinha sobre o goleiro Alisson, que nada pôde fazer, abrindo o placar para Marrocos aos 21 minutos de jogo.
Após a pausa para hidratação, o Brasil voltou tentando abafar a defesa de Marrocos, na tentativa de roubar a bola no campo ofensivo, mas cedia espaços e em alguns lances passava perto de sofrer o segundo gol. A seleção africana seguia tendo as melhores oportunidades mesmo estando na frente do placar, aproveitando os erros de um Brasil que sentiu o gol e nitidamente estava desconectado do jogo.
Novamente após um momento de pausa, o Brasil conseguiu respirar e com uma jogada muito bem trabalhada pelo setor ofensivo, Vinícius Junior driblou o defensor e marcou um golaço no ângulo do goleiro Bono, recolocando a equipe sul-americana na partida.
Com o golaço marcado por Vini, Marrocos deu uma esfriada no jogo, tocando a bola com um pouco menos de intensidade, mas ainda assim conseguindo encontrar espaços na defesa brasileira que ainda não havia se conectado completamente na partida, apesar da marcação mais intensa.
As jogadas ofensivas do Brasil passaram a ser comandadas por Vini Jr., motivado pelo gol, o atleta era o principal nome no setor ofensivo do Brasil na partida. Com o aumento no número de posse ofensiva, os brasileiros passaram a ter mais confiança na partida, roubando bolas no setor de meio campo e ganhando espaço na velocidade com seus pontas.
Em um desses lances de velocidade, Lucas Paquetá foi encontrado na entrada da pequena área e por muito pouco não fez um belo golaço que viraria a partida. O lance terminou em um escanteio após o goleiro Bono realizar uma importante intervenção. Na jogada do tiro de canto, a bola foi cruzada na pequena área e Marquinhos por pouco não vira o placar.
A primeira etapa foi finalizada nestes moldes, com o Brasil melhor nos momentos finais e Marrocos na tentativa de retomar o controle do jogo. As equipes voltaram ao vestiário com o placar empatado e o jogo completamente aberto.
Segundo tempo
O Brasil investiu em algumas substituições na segunda etapa, além de adotar uma postura melhor nos momentos iniciais. O time buscou ter mais controle do jogo com a posse de bola e criar jogada aproveitando a velocidade dos seus atacantes e em uma postura ainda mais agressiva na defesa, influenciada diretamente pela entrada de Fabinho no lugar de Casemiro.
No momento em que a seleção brasileira havia perdido a intensidade, Marrocos teve um pouco a posse da bola, mas perderam a posse no ataque, o que gerou um contra ataque rápido para o Brasil com Vinícius Junior. Entretando, a jogada acabou sendo interceptada pela defesa da equipe africana. A partir daí, o Brasil retomou o protagonismo do jogo, criando as melhores chances.
A seleção brasileira ganhava cada vez mais confiança na partida, marcando forte no campo de ataque e conseguindo roubar a bola em alguns momentos, mas ainda faltava encaixar o último passe para criar chances claras de gol. Com a entrada de Luiz Henrique, a ponta direita da seleção canarinho passou a ter jogadas agudas mais frequentes, em uma delas, após um cruzamento rasteiro para a área, a bola passou na frente do gol vazio, sem nenhum desvio suficiente para virar o placar.
O ímpeto brasileiro impediu que Marrocos repetisse o controle quase absoluto da partida, como foi em alguns minutos do primeiro tempo. O Brasil foi ganhando campo e marcando presença no ataque.
Pressionando na maior parte do tempo, o Brasil começou a ceder alguns espaços na região central, permitindo que Marrocos chegasse nas proximidades da área com poucos toques, levando perigo à linha de zaga do Brasil. Mesmo levando perigo, o Brasil não abdicou de criar jogadas, mantendo a posse e buscando algum espaço na zaga marroquina.
Marrocos voltou a ter algumas oportunidades com cruzamentos na área, mas foi o Brasil quem levou mais perigo. Vinícius Junior recebeu una bola na ponta esquerda e tocou para Raphinha dentro da área, o atacante não estava posicionado da maneira ideal e finalizou no meio do gol, facilitando a vida do goleiro Bono.
Após algumas chances perdidas por Marrocos, o Brasil voltou a ter algumas oportunidades no jogo, aproveitando as lacunas que Marrocos passou a deixar em seu setor defensivo, resultando em rápidos ataques do Brasil, mas ainda sem a efetividade necessária para converter a ofensividade em gols.
Os dez minutos de acréscimos concedidos pela equipe de arbitragem ficaram marcados por um Brasil que teve uma sequência de escanteios inicialmente, mas Marrocos tomou completamente as ações dos momentos finais do jogo e ficaram muito próximos de voltar à liderança no placar.
Embora não tenha vencido, a seleção brasileira fez uma boa apresentação na estreia, criando boas chances de vencer o jogo ao superar a ansiedade dos momentos iniciais. Agora, a canarinho se prepara para enfrentar o Haiti, enquanto Marrocos joga contra a seleção da Escócia na segunda
Ficha técnica
Data e horário da partida: 13 de junho de 2026, às 19h (Brasília);
Local: MetLife Stadium, em Nova York, Estados Unidos;
Árbitro principal: Slavko Vincic (ESL);
Assistentes: Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL);
VAR: Bastian Dankert (ALE);
Cartões vermelhos: sem cartões vermelhos;
Gols da partida: Ismael Saibari (MAR), Vinícius Junior (BRA);
Escalações das equipes:
Brasil: Alisson; Ibañez, Marquinhos, Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá; Raphinha, Igor Thiago e Vinicius Jr.. Técnico: Carlo Ancelotti
Marrocos: Bono; Achraf Hakimi, Issa Diop, Chadi Riad e Noussair Mazraoui; Neil El Aynaoui, Bilal El Khannouss, Ismael Saibari, Azzedine Ounahi e Ayyoub Bouaddi; Brahim Diaz. Técnico: Mohamed Ouahbi.
Estatísticas da partida
Equipes: Brasil – Marrocos
Posse de Bola: 51% – 49%
Finalizações: 13 – 14
Finalizações no gol: 5 – 3
Defesas do goleiro: 2 – 4
Escanteios: 6 – 2
Faltas cometidas: 14 – 16
Cartões amarelos: 2 – 0
Cartões Vermelhos: 0 – 0
Próxima partida: Haiti x Escócia.
