Na manhã deste sábado (29), o baiano Isaquias Queiroz, de 32 anos, conquistou mais uma medalha de ouro para o Brasil. Em prova realizada em Poznan, na Polônia, o atleta brasileiro venceu a prova do C1 500m em um tempo de 1m46s08 e subiu no pódio na primeira posição. As medalhas de prata e bronze ficaram com o tcheco Martin Fuska e o chinês Bowen Ji, respectivamente.

A conquista deste domingo é a 15ª na carreira do atleta em mundiais, o baiano acumula no total oito medalhas de ouro, uma de prata e seis de bronze.
“Estou muito feliz, campeão mundial novamente, quatro vezes campeão do C1 500. É continuar treinando porque o foco é Los Angeles. Hoje eu vim com tudo. não fizemos uma preparação ideal, longe de mim dar desculpas. Vida de atleta é assim, um ano a gente está bem, dois anos a gente está mal. Um dia ruim, um ano ruim, não quer dizer que eu seja ruim. A gente se preparou como dava, sabíamos que o C1 1000m seria muito difícil competir com o Fuksa, admiro muito ele pela dedicação que tem nos treinamentos. Esse ano foi diferente, estou feliz com a medalha de ouro. O objetivo maior era somar a pontuação. A medalha que queríamos era essa do C1 500m e manter a pontuação máxima para não nos distanciarmos dos adversários. A gente continua em segundo lugar no ranking mundial”, afirmou.
Além disso, o baiano falou sobre a sua estratégia para conquistar a disputa, afirmando que foi fundamental o controle do ritmo no meio da prova para possibilitar a explosão no momento final, o que acabou sendo um fator de grande importância para que ele superasse o Fuska nos últimos momentos para faturar a medalha de ouro.
“O Fuksa é campeão mundial nessa prova também, o chinês estava bem na temporada brigando comigo prova a prova. Foi pegado, tinha muito vento, ontem mudei a canoa. Foi uma estratégia boa, tentei acertar minha saída, consegui botar um ritmo bom, coloquei um ritmo mais tranquilo para descansar porque precisaria de energia no final para ser explosivo. Consegui o que queria, segurar um pouco e subir no final, quase dei uma desequilibrada ainda. O bom de fazer uma prova dessa e ganhar é por ser metade do C1 1000m, sabemos que mesmo sem treinar conseguimos ganhar. Se pegar a temporada certinha, faremos os 1000m bem. E contando, ainda temos tempo até parar. Começo a ver a parada do Isaquias logo depois de Los Angeles, mas até lá tem muito chão ainda, muita medalha para ganhar e representar o Brasil.”, concluiu.
Isaquias segue no ciclo de preparação para os Jogos Olímpicos de 2028, que serão disputados em Los Angeles, nos Estados Unidos. Esta será a sua quarta participação nas olimpíadas, e o atleta tem um bom retrospecto. O canoísta representou o Brasil na edição disputada no Rio de Janeiro em 2016, Tóquio em 2020 e na última disputada, em Paris 2024.
Nas demais provas deste domingo, Gabriel Assunção e Jacky Goodman venceram a semifinal 1 e conquistaram a classificação para a decisão com tempo de 1m38s47. Além deles, a veterana Valdenice Conceição disputou a semifinal 3 do C1 200m e completou a prova na segunda colocação, também garantindo vaga na final A.
Os caiaquistas Vagner Júnior Souta e Felipe Folador encerraram a semifinal 1 do K2 500m na sétima posição e vão disputar a final C.
