A Seleção Brasileira de Futebol entra em campo na manhã deste sábado (03), às 11h (Brasília), no Salt Lake Stadium, em Calcutá, na Índia. A partida será um amistoso contra a Seleção local, o terceiro compromisso da equipe nessa primeira Data-FIFA após a Copa do Mundo.
A equipe vem iniciando um ciclo com uma grande renovação em seu elenco, apostando em jovens atletas para realizar testes neste primeiro momento do período que vai até a Copa do Mundo de 2030, que será disputada em Marrocos, Portugal e Espanha. A Seleção foi eliminada de maneira vexatória na Copa do Mundo de 2026, onde passou pela fase de grupos de maneira invicta, ao empatar com Marrocos e vencer Escócia e Haiti.
Na segunda fase, encontrou dificuldades, mas venceu o Japão de virada por 2 a 1, com um gol marcado por Gabriel Martinelli praticamente no último lance da partida. Nas oitavas de final, enfrentou a Noruega de Erling Braut Haaland, que marcou dois na partida e eliminou o Brasil com uma vitória histórica por 2 a 1. O único gol da Canarinho foi marcado por Neymar, em uma cobrança de pênalti nos minutos finais do jogo.

Essa participação melancólica na Copa do Mundo foi o resultado claro de um planejamento falho durante todo o ciclo anterior. No período entre o início do ciclo, no início de 2023 até os momentos finais da Copa do Mundo de 2026, a Seleção contou com três treinadores diferentes no comando técnico da equipe.
Com a saída de Tite logo depois da eliminação para a Croácia na Copa do Mundo que aconteceu no fim de 2022, Ramon Menezes assumiu interinamente a equipe em 2023, passando o bastão para Fernando Diniz, que permaneceu na equipe até os primeiros momentos de 2024 e logo depois Dorival Júnior assumiu.
Apenas em 2026, na reta final da preparação para a Copa do Mundo que Carlo Ancelotti apareceu para assumir a equipe, tendo um período de tempo considerado curto para adaptação aos atletas e aplicação do seu modelo de jogo.
O treinador Carlo Ancelotti convocou ao todo 26 nomes para essa primeira bateria de amistosos na Data-FIFA, entre experientes e novos rostos que buscam dar as suas credenciais para voltarem a ganhar novas oportunidades com a camisa amarela.
Confira a convocação completa da Seleção Brasileira:
Goleiros:
- Hugo Souza | Corinthians – 27 anos
- Pedro Morisco | Coritiba – 22 anos
- Otávio Costa | Cruzeiro – 20 anos
Defensores:
- Arthur Dias | Athletico – 19 anos
- Douglas Santos | Zenit (Rússia) – 32 anos
- Gabriel Magalhães | Arsenal (Inglaterra) – 28 anos
- Jair Cunha | Nottingham Forest (Inglaterra) – 21 anos
- Marquinhos | Paris Saint-Germain (França) – 32 anos
- Matheuzinho | Corinthians – 26 anos
- Mauro Júnior | PSV Eidhoven (Países Baixos) – 27 anos
- Vanderson | Mônaco (França) – 25 anos
- Vitor Reis | Manchester City (Inglaterra) – 20 anos
Meio-campistas:
- Andrey Santos | Manchester United (Inglaterra) – 22 anos
- Breno Bidon | Corinthians – 21 anos
- Bruno Guimarães | Arsenal (Inglaterra) – 28 anos
- Danilo Santos | Botafogo – 25 anos
- Douglas Luiz | Juventus (Itália) – 28 anos
- Gabriel Bontempo | Santos – 21 anos
- Martinelli | Fluminense | 24 anos
Atacantes:
- Endrick | Real Madrid (Espanha) – 20 anos
- Estêvão Willian | Chelsea (Inglaterra) – 19 anos
- Pedro Guilherme | Flamengo – 29 anos
- Raphinha | Barcelona (Espanha) – 29 anos (cortado por lesão)
- Rayan | Bournemouth (Inglaterra) – 20 anos
- Samuel Lino | Flamengo – 26 anos
- Vinícius Júnior | Real Madrid (Espanha) – 26 anos
Antes de fechar com a lista definitiva, Ancelotti teve que realizar dois cortes. O primeiro foi do atacante João Pedro, do Chelsea. João Pedro ficou fora da Copa do Mundo e voltaria a ganhar uma chance na Seleção, entretanto, sofreu uma lesão em uma partida do calendário inglês e acabou sendo cortado da lista. Para o seu lugar, foi chamado o meio-campista Martinelli, que atua pelo Fluminense.
O segundo nome foi o do lateral Wesley, que também sofreu uma lesão. O atleta havia ficado fora da última Copa do Mundo por um problema semelhante, ao sentir uma lesão no último amistoso antes do torneio, diante do Egito. Para o seu lugar, foi chamado o também lateral Vanderson, que atua no Mônaco, equipe treinada pelo brasileiro Filipe Luís.

Antes de enfrentar a Índia, a Seleção Brasileira enfrentou a Austrália em duas ocasiões. Na primeira das partidas, a equipe deixou uma impressão negativa.
Na ocasião, o time iniciou o jogo demonstrando um nervosismo dentro das quatro linhas, vendo os australianos chegarem com as primeiras finalizações. Na segunda etapa, o Brasil voltou exatamente da mesma forma, rigorosamente com a mesma estratégia e foi trocando peças que mudaram as características individuais, mas mantiveram a estrutura durante os 90 minutos.
Depois de alguns momentos com o Brasil tendo mais a posse, mas cedendo oportunidades aos adversários, os australianos abriram o placar com um belo gol de falta marcado por Nestory Irankunda, jovem atacante que é o principal nome da equipe, sendo o destaque nessa campanha na Copa do Mundo.
Quando a derrota parecia estar encaminhada, o Brasil conseguiu empatar no último lance, em um escanteio cobrado por Raphinha que encontrou o jovem Rayan dentro da área, para cabecear uma bola que ainda bateu no travessão para quicar dentro da linha, deixando tudo igual aos 49 minutos.
Os pontos de críticas por parte dos torcedores foram a falta de protagonismo por parte dos nomes mais experientes, como Raphinha e Vini Junior, que mais uma vez não comandaram o ataque da Seleção, mas viram uma jovem promessa de apenas 20 anos entrar em campo para evitar um vexame maior.
Em paralelo a isso, o posicionamento do goleiro Hugo Souza também foi questionado no lance do gol, além da falta de repertório técnico por parte dos atletas, mas especialmente o repertório tático, visto que o treinador Ancelotti comandou a equipe utilizando uma formação durante praticamente toda a extensão dos 90 minutos.
Na segunda partida, a Seleção Brasileira iniciou bem, chegou a sofrer um apagão mas conseguiu se recuperar a tempo de virar o placar e vencer a partida após deixar uma impressão negativa no primeiro jogo.
Entre as novidades que iniciaram a partida, com relação ao jogo anterior estão o goleiro Otávio, os zagueiros Jair Cunha, que entrou na segunda etapa anteriormente e Gabriel Magalhães, além do laterais Vanderson e Mauro Júnior, que também havia entrado na segunda etapa. No setor de meio-campo a única novidade foi o jovem Gabriel Bontempo, enquanto no ataque, apenas Rayan não havia iniciado a partida anterior.
Diferente do primeiro jogo, o Brasil começou dessa vez com um ritmo intenso. Logo aos dois minutos, Vanderson recebeu a bola dentro da área e com uma finalização excepcional, finalizou no ângulo sem chances para o bom goleiro Patrick Beach, inaugurando o marcador em Brisbane.
Apesar do bom momento, a equipe passou por um momento de oscilação dentro de campo, sofrendo uma virada em praticamente dois lances para os australianos. Aos 27, Alessandro Circati aproveitou a saída equivocada do goleiro Otávio, que não conseguiu afastar a bola em um escanteio e finalizou para o gol praticamente vazio. Cinco minutos depois, aos 32, Connor Metcalfe virou com uma bela finalização que entrou caprichosamente dentro do gol.
Depois desse apagão, o Brasil retornou ao ataque e aos 45 minutos, Raphinha cobrou um pênalti sofrido por Danilo, indo para o intervalo com o marcador igualado.
Na segunda etapa, o Brasil marcou presença novamente no campo de ataque, marcando o gol da virada em jogada iniciada com Danilo que acertou um passe magistral na profundidade buscando Vini. Vini passou para Endrick que tirou da marcação e rolou para o camisa 8 finalizar para o gol praticamente vazio.
Aos 33 minutos, Vini assumiu novamente a responsabilidade para sofrer um pênalti, cobrado por ele mesmo, para dar números finais a um grande jogo no maior país da Oceania.

Agora, contra a Índia, o Brasil tenta não passar novamente por qualquer complicação como foi diante da Austrália, buscando vencer seus adversários que apresentam um nível técnico realmente abaixo do que a Seleção Brasileira normalmente apresenta.
Para este confronto, o técnico Carlo Ancelotti, que promoveu sete mudanças do primeiro para o segundo amistoso, deve observar mais peças nessa terceira oportunidade.
Entretanto, a equipe terá o importante desfalque de Raphinha, o atacante deixou a delegação após um exame detectar um pequeno edema muscular na região posterior da coxa direita. Mesmo com a saída, nenhum atleta foi convocado para substituir o atacante do Barcelona.
O camisa 10 precisou ser substituído ainda no intervalo da partida diante da Austrália por sentir um desconforto muscular na coxa direita, sendo liberado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para dar início aos tratamentos no FC Barcelona. Já no clube, o atleta confirmou um edema na coxa direita e está em tratamento para retornar o mais breve possível.

Por outro lado, a Índia é comandada por Khalid Jamil, que chamou 26 atletas para essa Data-FIFA. A tendência é que ele mantenha a base da equipe que entrou em campo no empate com a seleção do Panamá.
Confira as partidas da Índia nesta Data-FIFA:
Índia 1×1 Panamá – Amistoso Internacional
Tajiquistão 1×1 Índia – Amistoso Internacional
Tajiquistão 3×1 Índia – Amistoso Internacional
Esse será o primeiro encontro entre as duas seleções no futebol profissional. As duas equipes acumulam duelos em partidas pelas categorias feminina e de base, mas nunca se enfrentaram pelo futebol masculino profissional. A expectativa é de um clima de festa em Calcutá, visto que os indianos são fãs declarados dos brasileiros e a cidade ainda fica próxima da fronteira com Bangladesh, outro país com uma alta concentração de fãs da Seleção Brasileira.

Saiba onde assistir ao confronto, prováveis escalações e arbitragem:
Onde assistir: GE TV (YouTube), TV Globo (TV Aberta), Premiere (Pay-per-view).
Provável escalação da Índia: Gurpreet Singh Sandhu; Abhishek Singh Tekcham, Anwar Ali, Bijoy Varghese e Akash Mishra; Vikram Partap Singh, Lalengmawia Ralte, Ricky Shabong e Ashique Kuruniyan; Ryan Williams e Manvir Singh. Técnico: Khalid Jamil.
Provável escalação do Brasil: Pedro Morisco; Matheuzinho, Marquinhos, Arthur Dias e Douglas Santos; Danilo, Andrey Santos e Gabriel Bontempo; Estêvão, Pedro e Vinícius Júnior. Técnico: Carlo Ancelotti.
Arbitragem:
- Árbitro: Não divulgado;
- Assistente 1: Não divulgado;
- Assistente 2: Não divulgado;
- VAR: Não divulgado;
