O Brasil entrou em campo nesta sexta-feira (25) para enfrentar a equipe da Austrália no primeiro amistoso da equipe após a Copa do Mundo de 2026. No primeiro ato desta fase de testes, a equipe entrou em campo com um time alternativo, que mesclou alguns nomes experientes com alguns outros que estrearam com a camisa Amarelinha.
O confronto reuniu dentro das quatro linhas duas equipes em fase de renovação, a Austrália com menos nomes novos com relação aos que estiveram presentes na última Copa, mas ainda assim com atletas de idade considerada baixa.
Entre os jovens australianos, estão o goleiro Patrick Beach, de apenas 23 anos que defende o Troyes, da França. Na linha defensiva, a equipe entrou em campo com Alessandro Circati, zagueiro de 22 anos que atua no Benfica e na mesma posição dele, Lucas Herrington que tem apenas 19 anos e já joga pelo Hull City, na Premier League.
O setor ofensivo foi composto por novos bons nomes, como Paul Okon-Engstler, que atua como meia no Colônia, da Alemanha e pelo atacante Nestory Irankunda, destaque da equipe, da partida e autor do belo gol de falta que abriu o placar. Irankunda tem apenas 20 anos e atua no Sporting, equipe de Portugal, surgindo como um bom nome a ser observado atentamente nas próximas temporadas.
Por outro lado, em um ciclo de renovação mais acentuado, o time do Brasil iniciou com outros bons nomes jovens, mas a maioria já conhece a camisa Amarela. Entre os destaques que iniciaram a partida, estão o zagueiro Vitor Reis, atleta de apenas 20 anos revelado pelo Palmeiras e que defende o Manchester City, além dos atacantes Estêvão, que tem apenas 19 anos e joga pelo Chelsea e Endrick, centroavante do Real Madrid com apenas 20 anos.

A equipe iniciou o jogo demonstrando um nítido nervosismo dentro das quatro linhas, vendo os australianos que também passam por um período de renovação, estes com menos novos nomes que o Brasil, chegarem com as primeiras finalizações da partida.
Ainda com os mandantes melhores pela maior parte da primeira etapa, o Brasil conseguiu a sua primeira finalização apenas aos 20 minutos de jogo e passou a marcar uma tímida, mas mais frequente presença no campo ofensivo, investindo especialmente em contragolpes.
Na segunda etapa, o Brasil voltou exatamente da mesma forma que no primeiro tempo, rigorosamente com a mesma estratégia e foi trocando peças que mudaram as características individuais, mas mantiveram a estrutura tática durante os 90 minutos.
Depois de alguns momentos com o Brasil de fato tendo mais a posse de bola, mas sem demonstrar tanto perigo e cedendo oportunidades aos adversários, os australianos abriram o placar com um belo gol de falta marcado por Nestory Irankunda, jovem atacante que é o principal nome da equipe, sendo o destaque nessa campanha na Copa do Mundo.
O Brasil enfim partiu para cima dos donos da casa, mas o time não parecia ter criatividade nem força para furar a forte defesa armada pela equipe comandada por Tony Popovic. Quando a derrota parecia estar encaminhada, o Brasil conseguiu empatar no último lance, em um escanteio cobrado por Raphinha que encontrou o jovem Rayan dentro da área, para cabecear uma bola que ainda bate no travessão para quicar dentro da linha, deixando tudo igual aos 49 minutos.
Com isso, a partida foi finalizada com um empate entre os dois times. O Brasil foi duramente criticado pelos seus torcedores por conta da atuação que realmente deixou bastante a desejar. Entre os pontos de maior revolta por parte dos torcedores está a falta de protagonismo por parte dos nomes mais experientes, como Raphinha e Vini Junior, que mais uma vez não comandaram o ataque da Seleção, mas viram uma jovem promessa de apenas 20 anos entrar em campo para evitar um vexame maior.
Em paralelo a isso, o posicionamento do goleiro Hugo Souza também foi questionado no lance do gol, além da falta de repertório técnico por parte dos atletas, mas especialmente o repertório tático, visto que o treinador Carlo Ancelotti comandou a equipe utilizando uma formação com quatro ateltas na linha defensiva, quatro no ataque e dois no setor de meio-campo durante praticamente toda a duração dos 90 minutos, mesmo com a entrada de atletas com características diferentes aos que estavam dentro de campo.

Para este confronto, além dos jovens titulares anteriormente citados, Carlo Ancelotti contou com a presença inédita do lateral-direito Matheuzinho, que defende o Corinthians e estreou pela Seleção Brasileira, além do retorno de nomes como o goleiro Hugo Souza, Sauel Lino e Pedro, que ficaram de fora na última Copa do Mundo.
Os atletas que entraram do banco de reservas estão o meio-campista Douglas Luiz que entrou para saída de Bruno Guimarães, Samuel Lino, que herdou a vaga de Vini Jr., Pedro que ocupou o lugar de Endrick, Jair que entrou na vaga do jovem zagueiro Vitor Reis, além de Mauro Junior que ocupou a vaga deixada por Douglas Santos e Rayan, autor do gol verde e amarelo que entrou no lugar de Estêvão.

Em entrevista coletiva concedida logo após o confronto, o treinador italiano Carlo Ancelotti falou sobre esse momento, afirmando o período é essencial para a realização de testes e pediu aos torcedores paciência com a equipe. Além disso, o profissional comentou que não é o início de um novo ciclo, mas a continuação de um trabalho e esse momento serve para oportunizar atletas que tiveram poucas oportunidades anteriormente.
“Tanto não é um sabor de derrota porque foi um empate, acho que a equipe podia ganhar, tivemos oportunidades. Era difícil jogar neste campo, é verdade que depois que levamos o gol a equipe reagiu. Foi um empate merecido no final, temos que ser pacientes porque são testes que temos que fazer, dar oportunidades aos jogadores que jogam menos e seguir em frente porque era um teste e o próximo vai ser outro teste.
Não é um início de um ciclo, é a continuação de um que começou ano passado e agora a prioridade é dar minutos aos jogadores que jogam menos e que têm potencial, como Endrick, Estêvão e vamos seguir nesta linha. O torcedor tem que ser paciente. Quando tivermos competições oficiais, a equipe vai estar preparada. Não foi nem positivo nem negativo. Houve algumas coisas boas, verdade que tivemos oportunidades de abrir o placar, faltou um pouco de acerto no último terço, a equipe lutou até o final, não queria perder e não perdeu”.
Ficha técnica (Austrália x Brasil):
Data e horário da partida: 25 de setembro de 2026, às 07h (Brasília);
Local: Queensland Country Bank Stadium, Townsvile (Austrália);
Árbitro principal: Ryo Tanimoto (Japão);
Quarto árbitro: Yusuke Araki (Japão);
Cartões vermelhos: Sem cartões vermelhos;
Gols da partida: Nestory Irankunda (AUS) e Rayan (BRA);
Escalações das equipes:
Austrália: Patrick Beach; Jacob Italiano (Jason Geria), Alessandro Circati, Harry Souttar, Lucas Herrington e Aziz Behich; Nestory Irankunda (Riley McGree), Jackson Irvine (Patrick Yazbek), Paul Okon-Engstler (Aiden O’Neill) e Connor Metcalfe (Marcus Younis); Tete Yengi. Técnico: Tony Popovic.
Brasil: Hugo Souza; Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis (Jair) e Douglas Santos (Mauro Júnior); Danilo e Bruno Guimarães (Douglas Luiz) ; Raphinha; Estêvão (Rayan), Vini Jr (Samuel Lino) e Endrick (Pedro Guilherme). Técnico: Carlo Ancelotti.
Estatísticas da partida
Equipes: Austrália – Brasil
Posse de Bola: 35% – 65%
Finalizações: 7 – 16
Finalizações no gol: 2 – 5
Defesas do goleiro: 4 – 1
Escanteios: 9 – 8
Faltas cometidas: 7 – 8
Cartões amarelos: 1 – 0
Cartões Vermelhos: 0 – 0

Confira as próximas partidas do Esporte Clube Vitória:
- Austrália x Brasil – Amistoso Internacional (29/09)
- Índia x Brasil – Amistoso Internacional (07/10)
- Japão x Brasil – Amistoso Internacional (14/11)
