Na manhã desta terça-feira (4), o trio do Esporte Clube Vitória, denunciado após as polêmicas na partida contra o Palmeiras no Estádio Manoel Barradas pelo Campeonato Brasileiro. Os zagueiros Cacá e Luan Cândido, assim como o presidente do clube, Fábio Mota, foram julgados pela 2ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Os dois atletas irão cumprir apenas a suspensão automática, por conta dos cartões vermelhos, enquanto o dirigente foi absolvido, mas o clube baiano terá que pagar uma multa no valor de R$ 10 mil.
Cacá recebeu o cartão vermelho no jogo contra o Palmeiras aos 36 minutos, em um lance onde o atleta desarmou o atacante Jhon Árias com um carrinho em seu campo defensivo, o atleta palmeirense ficou caído e a arbitragem mandou seguir o jogo. Entretanto, o VAR achou necessária a intervenção e chamou Alex Gomes Stefano para revisar a jogada. Ele foi enquadrado no artigo 254 e será desfalque do Leão por uma partida.
Companheiro de zaga de Cacá, Luan Cândido recebeu o cartão vermelho no mesmo lance. O atleta foi flagrado fazendo um gesto referente a um suposto “roubo”, o que fez o juiz da partida ser convocado à cabine do VAR novamente para aplicar mais um cartão em menos de dois minutos.
O terceiro representante do Rubro-Negro que foi punido é o Presidente Fábio Mota. O dirigente criticou a arbitragem e cancelou as entrevistas do técnico e dos jogadores, mas a maioria votou pela absolvição do mesmo. Fábio Mota já havia sido punido em maio deste ano e cumpriu 15 dias de suspensão.
Confira a fala de Fábio Mota após Vitória x Palmeiras:

“Ainda bem que o Brasil viu o jogo. O Cacá levou cinco pontos no queixo. Não foi por acaso. Não foi por ser intencional. O que os jogadores relataram foi que o árbitro disse que não foi intencional. Intencional ou não, foram cinco pontos no queixo. Isso desequilibrou a partida completamente. O Vitória estava fazendo um grande jogo, e houve o desequilíbrio por não ter expulsão pela agressão ao jogador Cacá.
Passamos por isso no passado com o Flamengo, estamos acostumados. Não quero vitimizar, mas é difícil fazer futebol no Nordeste. Você tem investimento menor, viaja mais e passa por esse tipo de coisa. É lamentável o que está acontecendo. Em protesto, não vamos fazer entrevista coletiva com jogador, não vamos ter zona mista. Vamos fazer uma representação. Parabéns aos envolvidos por tudo que aconteceu.”
Além dos dois atletas e do presidente, o clube também foi denunciado por “deixar de cumprir ou dificultar o cumprimento de regulamento” e foi condenado a pagar multa de R$ 10 mil. O Esporte Clube Vitória foi punido por conta da não realização da entrevista coletiva do treinador e dos jogadores, que é obrigatória por contrato, além das reclamações com a arbitragem.

Não apenas os atletas do Rubro-Negro foram punidos. Maurício, atacante do Palmeiras que esteve envolvido na primeira das polêmicas do jogo, em um lance onde acertou o atleta Cacá com o cotovelo, havia sido suspenso por uma partida, mas a pena foi convertida em advertência, por ser réu primário e não desfalcará a equipe. O atleta do verdão havia sido denunciado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de jogada violenta e prevê suspensão de um a seis jogos.
O Vitória não tem tempo para descansar. Após a derrota para o Athletico Paranaense por 2 a 0, o elenco comandado por Jair Ventura se prepara para o jogo de volta, que será disputado já nesta quinta-feira (6) no Estádio Manoel Barradas. A situação do Leão da Barra não é simples, a equipe precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença para levar a partida para as penalidades e três ou mais para avançar diretamente às quartas de final.
Confira os próximos jogos do Vitória:
- Vitória x Athletico – Copa do Brasil (05/08)
- Flamengo x Vitória – Campeonato Brasileiro (09/08)
- Vitória x Botafogo – Campeonato Brasileiro (16/08)
