O Grêmio, tradicional equipe da primeira divisão do futebol brasileiro, recebeu um novo transfer ban da Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA) e está impedido de registrar novos jogadores por até três janelas de transferências ou até honrar com as dívidas que tiveram influência na punição.
De acordo com uma atualização publicada pela entidade na manhã desta sexta-feira (09), a punição envolve uma pendência de caráter financeiro com o Independiente Medellín, time colombiano, relacionada a contratação do meio-campista Miguel Monsalve, contratado em julho de 2024.
Na época, o clube gaúcho negociou 50% dos direitos econômicos do atleta por US$ 2,5 milhões, valor que gira em torno dos R$ 13,6 milhões na cotação da época.
Monsalve atuou por 63 partidas durante sua passagem pelo Imortal, marcando sete gols e contribuindo com cinco assistências neste período.
O atleta de apenas 22 anos permaneceu no Grêmio até a reta final do mês de agosto deste ano, até ser emprestado ao Estudiantes De La Plata, time da Argentina. O meio-campista estava fora dos planos da comissão técnica e não era relacionado desde o dia 23 de julho, quando atuou por alguns minutos na derrota e eliminação para o Bolívar pela Copa Sul-Americana.
Essa não é a primeira sanção financeira que o Grêmio sofre nesta temporada. O clube foi punido anteriormente com um transfer ban preventivo, que não impedia a contratação de novos atletas, mas agia pela imposição de restrições para a contratação de novos nomes.
Grêmio pode sofrer punição por dívida com o Vitória
O clube gaúcho ainda tem uma dívida com o Esporte Clube Vitória, com relação à contratação do zagueiro Wagner Leonardo, realizada nos momentos iniciais de 2025. Os valores envolvidos giram em torno dos R$15 milhões, conforme informações divulgadas anteriormente por Fábio Mota, presidente do clube baiano. Recentemente, após um encontro entre as duas equipes pelo Campeonato Brasileiro, o dirigente chegou a classificar a agremiação gaúcha como “time caloteiro”.

Além disso, o presidente do Vitória afirmou que recorreu à Justiça para cobrar valores pendentes, confirmando que representantes da diretoria do Tricolor Gaúcho não teriam comparecido ao Estádio Manoel Barradas no confronto.
O Grêmio reconhece a dívida, mas contesta o valor que o Vitória apresentou. De acordo com o Globo Esporte, a diretoria do Tricolor afirma que o débito é levemente superior a US$1 milhão, não os US$2,5 milhões que equivalem a cerca de US$12,8 milhões.
O Vitória chegou a ser punido pela FIFA por conta dessa dívida envolvendo o Grêmio.
O Leão da Barra ficou impossibilitado de registrar novos jogadores. Na época, foi imposto ao clube um prazo de 60 dias para a resolução do problema. Caso contrário, o Rubro-Negro Baiano poderia perder até seis pontos de maneira automática na tabela do Campeonato Brasileiro.
Caso o clube não realizasse o pagamento mesmo com a perda dos seis pontos, o Portimonense poderia solicitar à FIFA medidas ainda mais rigorosas contra a equipe baiana, medidas que incluem a possibilidade até mesmo de um rebaixamento à segunda divisão do futebol brasileiro.
Apesar da punição, o clube conseguiu a liberação junto à FIFA após o pagamento de 120 mil dólares (R$ 617 mil) ao Portimonense, tradicional equipe do futebol português.
Vale lembrar que no acordo firmado entre Vitória e Grêmio, o clube gaúcho deveria efetuar o pagamento ao Leão da Barra, que, por sua vez, faria o repasse do valor de US$129 mil ao Portimonense, conforme previsto contratualmente. Entretanto, o Grêmio não realizou o pagamento, com isso, o Vitória também não repassou o valor ao Portimonense, o que resultou na punição.
