Egito e Irã entraram em campo para um duelo que não era um dos mais aguradados da rodada da Copa do Mundo, mas reservava um roteiro histórico para as duas seleções. De um lado, o Egito precisava apenas de um empate para assegurar a classificação, enquanto aos iranianos interessava apenas a vitória.
Primeiro tempo
O duelo de africanos e asiáticos foi iniciado com o Egito tendo maior controle sobre a posse de bola e tentando furar o bloqueio dos defensores iranianos. Com apenas quatro minutos de jogo, Mostafa Ziko recebeu uma bola na meia lua e ajeito de peito para Mohamed Salah. O camisa 10 e craque da equipe finalizou prensado na defesa, que ainda contou com um toque do goleiro Alireza Beiranvand para sobrar nos pés de Mahmoud Saber que bateu pro gol e abriu o placar.
Sendo eliminados, os atletas iranianos passaram a tentar sair mais pro jogo e subiram a linha de marcação, acompanhando a troca de passes dos egípcios até a área ofensiva. Aos oito, Mohamed Abdelmonem recebeu um passe dentro da área e demorou com a bola, dando tempo de Mehdi Taremi alcançar e contar com um movimento atrasado do camisa 6 da equipe africana para sofrer um pênalti que poderia trazer o sonho iraniano de volta.
Mehdi Taremi cobrou a penalidade aos 10 minutos. Concentrado, o camisa 9 correu e bateu com um pé direito, mas o goleiro Mostafa Shobeir caiu no canto certo para operar uma baita defesa. O Irã ainda não aproveitou a sobra, e a bola foi afastada pela defesa egípcia.
O Irã sentiu a urgência de conquistar o empate e permaneceu no setor ofensivo trocando passes na expectativa de conquistar algum espaço para criar oportunidades. Aos 13, em uma bola lançada do meio de campo que ficou em disputa na entrada da área, sobrou para Mohammad Mohebi que encontrou Saeid Ezatolahi com liberdade, o camisa 6 finalizou para mais uma grande defesa do goleiro Mostafa Shobeir, mas no rebote, Ramin Rezaeian para chutar para o fundo das redes, deixando tudo igual novamente.
O Egito retornou ao ataque, e após uma finalização do Mohamed Hany aos 20, a equipe conseguiu um escanteio cobrado por Mohamed Salah em um lance completamente cômico em que a bola ficou viva dentro da área com a defesa sem conseguir afastar e o ataque sem concluir, mas no fim, não gerou finalização ao gol.
Depois de um momento de maior presença no ataque pelos egípcios, o Irã chegou com mais perigo aos 46 minutos, em uma jogada na lateral esquerda com uma trama entre Ali Nemati e Saman Ghoddos, resultando em um cruzamento na área que contou com uma saída completamente equivocada do goleiro africano, resultando no toque de cabeça do zagueiro iraniano Shoja Khalilzadeh, mas a bola saiu fraca e acabou não encontrando o caminho das redes.
A primeira etapa foi encerrada com os dois times tentando criar oportunidades no campo de ataque, mas o empate prevalecendo e o Egito conseguindo a sua qualificação. Por outro lado, o resultado deixava o Irã em uma situação delicada, dependendo dos resultados de outras equipes para conseguir a vaga.
Segundo tempo
O jogo voltou para a etapa decisiva com o Irã no ataque, apostando em cruzamentos para a área buscando o seu alto camisa nove.
Apesar da investida inicial dos asiáticos, foi o Egito que chegou com maior perigo aos três minutos. Em uma jogada pelo lado esquerdo do ataque, em uma bela triangulação, Ahmed Fatouh saiu em liberdade para executar um bom cruzamento buscando o Salah, mas a defesa afastou parcialmente. Na volta, os africanos realizaram outro lançamento para a área com o próprio Salah dessa vez pelo lado direito, encontrando Mahmoud Trézéguet que chutou de primeira para a defesa do goleiro Alireza Beiranvand.
O Egito manteve a pegada mais ofensiva, e com 11 minutos, conseguiu chegar mais uma vez com perigo em um novo lance protagonizado por Mohamed Salah pelo lado direito, o camisa 10 recebeu um bom passe em profundidade, dominou e tirou da marcação, descolando um cruzamento rasteiro novamente buscando o Mahmoud Trézéguet que foi travado na hora da finalização.
A seleção do Egito ficava cada vez mais perto do gol, acumulando uma pilha de oportunidades perdidas contra um Irã que naquele momento se resumia apenas a defender, sem conseguir se conectar ao seu ataque para incomodar também os egípcios.
A primeira chegada real do Irã foi aos 30 minutos, em um lance de cruzamento que a bola ficou viva na entrada da área, e após uma série de tentativas de finalização bloqueadas, a defesa conseguiu afastar. Mas o Egito rapidamente retornou ao campo de ataque em um contragolpe aos 37, com Omar Marmoush invadindo a área em velocidade e cruzando para a defesa afastar.
Mesmo com todo o domínio do Egito na etapa final, o Irã ganhou uma dose de esperança na bola parada, em um escanteio cobrado por Ramin Rezaeian buscando Mehdi Taremi que estava na pequena área para cabecear com força uma bola que explodiu no travessão para desespero do treinador Amir Ghalenoei.
O confronto parecia caminhar para o término, mas o Irã conseguiu uma falta na intermediária ofensiva após uma recuperação durante uma troca de passes entre os defensores do Egito. Na cobrança, Ramin Rezaeian mandou a bola para o meio da confusão na grande área e após uma disputa intensa, Shoja Khalilzadeh sem marcação finalizou para o fundo do gol, dando o que seria o gol da classificação dos iranianos aos 47 minutos.
Apesar do momento que seria absolutamente histórico, a arbitragem, com o auxílio do VAR constatou um impedimento milimétrico na jogada, anulando o gol que colocaria o Egito na disputa entre os terceiros colocados e classificaria o Irã por conta de meio pé.
Mesmo com o sonho sendo praticamente cancelado, o Irã se manteve com todas as forças no ataque, e aos 51 minutos, no lance final, a equipe conseguiu chegar novamente na área, e ganhar um lateral após a defesa afastar uma bola que ficou viva em uma sequência de finalizações travadas. Na volta, o time ainda conseguiu um cruzamento certeiro buscando Saeid Ezatolahi dentro da área, mas o cabeceio do camisa 6 acertou mais uma vez o travessão e se perdeu pela linha de fundo.
Apesar das incansáveis tentativas, o jogo foi encerrado com o empate, que deu a classificação ao Egito e deixa o Irã em situação delicada, dependendo da definição dos terceiros colocados para assegurar a sua vaga na segunda fase.
Ficha técnica
Data e horário da partida: 27 de junho de 2026, às 00h (Brasília);
Local: Lumen Field, em Seatle, Estados Unidos;
Árbitro principal: Szymon Marciniak (POL);
Assistentes: Tomasz Listkiewicz e Adam Kupsik (POL);
VAR: Tomasz Kwiatkowski (POL);
Cartões vermelhos: Sem cartões vermelhos;
Gols da partida: Mahmoud Saber (EGI), Ramin Rezaeian (IRA);
Escalações das equipes:
Egito: Mostafa Shobeir; Mohamed Hany, Rami Rabia, Mohamed Abdelmonem (Yasser Ibrahim) e Ahmed Fatouh; Mohanad Lasheen, Mohamed Salah (Zizo) e Mahmoud Saber (Marwan Attia); Emam Ashour (Omar Marmoush), Mostafa Ziko (Hamza Abdelkarim) e Mahmoud Trézéguet. Técnico: Hossam Hassan.
Irã: Alireza Beiranvand; Ramin Rezaeian, Hossein Kanaani (Saleh Hardani), Shoja Khalilzadeh, Ali Nemati e Milad Mohammadi; Saman Ghoddos (Shahriar Moghanlou), Mohammad Ghorbani, Saeid Ezatolahi e Mohammad Mohebi (Alireza Jahanbakhsh); Mehdi Taremi. Técnico: Amir Ghalenoei.
Estatísticas da partida
Equipes: Egito – Irã
Posse de Bola: 61% – 39%
Finalizações: 15 – 13
Finalizações no gol: 3 – 4
Defesas do goleiro: 2 – 2
Escanteios: 8 – 2
Faltas cometidas: 11 – 16
Cartões amarelos: 3 – 4
Cartões Vermelhos: 0 – 0
Classificação final do grupo
1- Bélgica– 5 pontos (classificado)
2- Egito – 5 pontos (classificado)
3- Irã– 3 pontos (disputa entre os terceiros)
4- Nova Zelândia – 1 ponto (eliminado)
Outro jogo simultâneo do grupo: Nova Zelândia 1×5 Bélgica
Próximas partidas: Croácia x Gana| Panamá x Inglaterra.
