Em meio a uma disputa na Justiça que envolve uma dívida de comissão em um processo movido pelo empresário Tiago Silva dos Santos, o Internacional ocorreu a uma medida inusitada para evitar um bloqueio de contas. Segundo informações da ESPN, o clube gaúcho ofereceu um trator agrícola da marca John Deere como garantia em um processo movido pelo empresário, que atuou como intermediário em negociação envolvendo o zagueiro Zé Gabriel e cobra uma dívida de cerca de R$ 30 mil do Colorado.

O empresário enfatiza que celebrou no dia 1º de abril de 2019 um termo de pagamento de comissão com o Inter no valor de R$ 125 mil, que foi dividido em dez parcelas de R$ 12,5 mil. O valor parcelado seria referente a metas esportivas a serem batidas pelo atleta.
Segundo o empresário, o atleta teria batido as metas estipuladas no dia 25 de julho de 2020, o que automaticamente ativou as cláusulas contratuais. Na sequência, foi constatado que o clube honrou com 0 compromisso nas quatro primeiras parcelas e não realizou o pagamento das seis restantes.
Com isso, o empresário do atleta acionou o clube na Justiça mais uma vez, e entrou em consenso para renegociar o valor restante, no total de R$ 85 mil, que foi dividido em três parcelas mensais no valor de R$ 28.333,33. O acordo foi assinado pelo atual presidente do clube, Alessandro Barcellos.
Dívida reincidente
Apesar do acordo que parecia caminhar para um final tranquilo, o empresário retomou às ações, alegando que o Internacional teria realizado o pagamento apenas das duas primeiras parcelas, que tinham vencimento em 30 de novembro de 2025. Antes de entrar na Justiça, o agente tentou uma cobrança extrajudicial, enviando e-mails ao clube gaúcho. Entretanto, o pagamento da dívida não foi feito e Tiago Silva dos Santos acionou a Justiça e a ajuizou uma ação de execução.
No processo, é cobrada uma dívida no valor de R$ 30.621,56, que corresponde a parcela não paga de R$ 28.333,33 atualizada pelo IGP-M e acrescida de juros de 12% ao ano até 20 de maio de 2026. Em 25 de maio de 2026, o juiz Walter José Girotto, da 17ª Vara Cível de Porto Alegre, determinou que o clube realizasse o pagamento em um prazo de até três dias. Todavia, o Colorado não debitou o valor e apresentou embargos à execução em 13 de julho.
O Internacional se defendeu, afirmando que o pagamento das dívidas estaria atrelado à emissão de notas fiscais por parte do empresário através da sua empresa, o que, segundo o clube, não teria sido feito para a 3ª parcela, descumprindo a obrigação contratual que condicionava o pagamento.
Ainda na petição, o Colorado ofereceu como garantia à Justiça um trator agrícola fabricado pela montadora americana John Deere, avaliado em R$ 80.488,00, solicitando também a concessão de efeito suspensivo aos embargos, visando evitar penhoras e bloqueios de conta bancária. No dia 21 de julho, o magistrado responsável pelo caso rejeitou o efeito suspensivo, adiando a análise do pedido até a manifestação do credor sobre o trator ofertado como garantia.
Na última terça-feira (11), o agente respondeu, negando a proposta do Inter referente ao trator, solicitando a observação da ordem do artigo 835 do Código de Processo Civil, que prevê o dinheiro como maneira preferencial de penhora. O empresário ainda assegurou que realizou o envio da nota fiscal referente à terceira parcela do acordo em um e-mail indicado pelo próprio clube.
Tiago também solicitou que seja mantida a execução e também que o poder judiciário avalie aplicação de penalidades por litigância de má-fé por parte do Colorado.

Confira os próximos jogos do Sport Club Internacional pelo Brasileirão e Copa do Brasil:
- Internacional x Remo – Campeonato Brasileiro (17/08)
- Internacional x Atlético Mineiro – Campeonato Brasileiro (22/08)
- Internacional x Grêmio – Copa do Brasil (27/08)
