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Após primeiro tempo dos sonhos, Estados Unidos se impõe e goleia o Paraguai na estreia da Copa do Mundo

João Costa
João Costa
Publicado 13/06/2026
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Após primeiro tempo dos sonhos, Estados Unidos se impõe e goleia o Paraguai na estreia da Copa do Mundo
Divulgação/FIFA

Enfim, estreou a última anfitriã, e que estreia! Em noite dos sonhos, os Estados Unidos bateram o Paraguai por 4×1 com três gols sendo marcados ainda na primeira etapa. A equipe da casa, empolgada com a presença massiva dos seus torcedores, mostraram sua força e resolveram a partida no começo do jogo, sem dar chances aos sul-americanos que ficaram desorientados com o ímpeto dos mandantes.

Na primeira etapa, os Estados Unidos embalados pela sua calorosa torcida tentou tomar a iniciativa na saída de bola, mas o Paraguai foi quem quase saiu na frente em uma finalização no canto da pequena área. Após as primeiras jogadas ofensivas, os Estados Unidos passaram a ter um controle maior das ações nos primeiros minutos.

Com uma proposta reativa, tendo um jogo mais agressivo e disputado fisicamente, o Paraguai conseguia chegar ao gol dos norte-americanos com poucos toques na bola, mas em um momento de desatenção dos paraguaios em uma transição rápida dos EUA, o defensor Bobadilla na tentativa de cortar uma bola rasteira na área acabou jogando contra o patrimônio e abrindo o placar para a equipe da casa.

Christian Pulišić até o momento era o principal nome do ataque norte-americano, distribuindo jogadas e encaixando contra ataques que deixavam seus companheiros em situação favorável para ampliar o placar. Os paraguaios sentiram o gol sofrido e não conseguiram sair pro jogo nos primeiros momentos, com muitos erros de decisão no setor defensivo, o que resultou em algumas faltas na região da intermediária.

Os Estados Unidos aproveitaram o momento ruim do Paraguai e seguiram perdendendo boas chances de ampliar o placar, com jogadas rápidas através da posse de bola e cruzamentos buscando seus altos defensores em escanteios. E em mais uma dessas jogadas orquestradas por Christian Pulišić, Folarin Balogun ampliou o placar aos 27, mas o gol foi anulado por impedimento.

O gol anulado não diminuiu o ímpeto de Folarin Balogun, que apenas três minutos depois, aos 30 ampliou o placar para a equipe norte-americana, confirmando o domínio total da partida até o momento. O Paraguai demonstrava estar assustado e completamente desconectado da partida, apenas assistindo os Estados Unidos cada vez mais perto do seu gol sem muitas dificuldades.

Os norte-americanos ficaram novamente muito próximos de ampliar o placar com uma cabeçada do meia Malik Tillman em uma jogada de escanteio, a finalização passou raspando a trave do goleiro Orlando Gill e por muito pouco não ampliou para 3×0. Após esse lance, o Paraguai conseguiu respirar na partida e tentar algumas jogadas ofensivas, mas falhando e cedendo alguns espaços para os adversários que por sua vez não aproveitaram corretamente.

Antes do término da primeira etapa, Folarin Balogun marcou aos 48 minutos um belo golaço, acertando o ângulo do goleiro paraguaio e fechando o primeiro tempo dos sonhos para a equipe norte-americana que foi para o intervalo com uma vantagem excepcional a ser controlada na segunda etapa. Por outro lado, o Paraguai completamente desnorteado com o ímpeto dos mandantes saíram para o intervalo com a missão de repensar a estratégia para tentar pelo menos um empate, o que já era considerado improvável.

A seleção norte-americana voltou do intervalo sem Pulišić, certamente poupando o atleta de um desgaste maior em uma partida aparentemente controlada. O Paraguai, precisando diminuir o placar e voltar para o jogo, se lançava ao ataque para tentar o gol, apostando em transições de velocidade e finalizações de meia distância, povoando a área para também ter a opção da jogada aérea, que é um ponto forte da equipe.

Nas tentativas de ataque, os paraguaios não conseguiuam encaixar o último passe e a presença dos americanos no campo ofensivo ia ficando cada vez mais frequente, e os Estados Unidos iam retomando o controle total da partida, voltando à liderança nas estatísticas de finalização e posse de bola.

Depois de mais algumas grandes chances desperdiçadas pelos Estados Unidos, em jogadas lideradas por Folarin Balogun que tomou o protagonismo da equipe com os dois gols, o Paraguai conseguiu ter uma boa chance de finalização, mas a bola passou longe da meta, e logo os atletas da equipe da casa voltaram ao ataque, demonstrando sua força em jogadas lateralizadas, potencializadas pelos espaços que o desorganizado Paraguai cedia especialmente nos lados do campo. 

O Paraguai diminuiu o placar com um gol de Maurício, que ficou livre após um momento de desatenção da defesa norte-americana e recebeu a bola sozinho dentro da área para chutar no canto do goleiro Matthew Freese aos 28 da segunda etapa.

Malik Tillman ainda teve uma chance de ampliar pra 4×1 na jogada seguinte, mas mesmo estando livre e de cara pro gol, chutou nas mãos do goleiro paraguaio. A equipe norte-americana retomou o controle e quase ampliou novamente com mais uma finalização nas proximidades do gol do Paraguai.

Mesmo com o gol, os problemas do Paraguai estavam longe de ser resolvidos, e a equipe continuou cedendo espaços aos norte-americanos, que investiam em contra-ataques rápidos especialmente pelos corredores laterais com seus pontas levando vantagem sobre os defensores do time sul-americano.

Os Estados Unidos ainda criaram mais chances em jogadas rápidas, aproveitando os inúmeros erros dos paraguaios e desperdiçaram mais boas chances criadas nos acréscimos do tempo regulamentar, mas ainda conseguiram fazer mais um golaço no último lance do jogo com o camisa 7 Giovanni Reyna batendo com maestria de trivela no cantinho do goleiro paraguaio, finalizando a partida com três pontos na estreia e uma atuação acima do esperado para dar moral ao time na sequência da fase de grupos.

O time da casa agora se prepara para enfrentar a Austrália, que por sua vez joga contra a Turquia na estreia, enquanto o Paraguai volta a campo na tentativa de sanar os seus graves problemas enfrentando a forte seleção da Turquia na segunda rodada do Mundial.

Ficha técnica

Data e horário da partida: 12 de junho de 2026, às 22h (Brasília);

Local: SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos;

Árbitro principal: Danny Makkelie (HOL);

Assistentes: Hessel Steegstra e Jan De Vries (HOL);

VAR: Carlos Del Cerro Grande (ESP);

Cartões vermelhos: sem cartões vermelhos;

Gols da partida: Bobadilla (GC*) (EUA); Folarin Balogun (2) (EUA); Mauricio (PAR); Giovanni Reyna (EUA)

Escalações das equipes:

Estados Unidos: Matt Freese; Alex Freeman, Chris Richards, Tim Ream e Antonee Robinson; Malik Tilman, Tyler Adams e Weston McKennie; Christian Pulisic, Sergiño Dest e Folarin Balogun. Técnico: Mauricio Pochettino.

Paraguai: Orlando Gill; Juan Cáceres, Omar Alderete, Gustavo Gómez e Junior Alonso; Diego Gómez, Andrés Cubas, Damián Bobadilla e Miguel Almirón; Julio Enciso e Tony Sanabria. Técnico: Gustavo Alfaro.

Estatísticas da partida 

Equipes: Estados Unidos – Paraguai

Posse de Bola: 65% – 35%

Finalizações: 16 – 9

Finalizações no gol: 6 – 1

Defesas do goleiro: 1 – 3

Escanteios: 3 – 1

Faltas cometidas: 13 – 17

Cartões amarelos: 1 – 5

Cartões Vermelhos: 0 – 0

Próxima partida: Catar x Suíça.

TAGSCopa do MundoEstados UnidosParaguai
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