Após o presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, comentar sobre a dívida do clube com a Portuguesa e comentar que a Lusa também teria débitos com o Rubro-Negro, a equipe paulista rebateu a declaração e trouxe detalhes sobre a compra do atacante.
Logo após o empate entre Vitória e Corinthians na Neo Química Arena pela rodada 31 do Campeonato Brasileiro, o dirigente do Leão da Barra comentou sobre a dívida com a equipe paulista pela contratação do atacante que é o destaque da equipe atualmente, Renê Sousa.
Na entrevista, Fábio Mota admitiu o débito e revelou que pretende realizar um acordo com a equipe paulista, envolvendo uma suposta dívida que o time teria com o Rubro-Negro baiano pelo meio-campista Daniel Júnior.
“O Vitória vendeu Daniel Jr à Portuguesa. Eles ficaram oito meses sem pagar ao Vitória. Não fomos à CNRD, não fomos à agência. O Vitória tem um crédito de Daniel Jr junto à Portuguesa. Queremos compensar o crédito para com a Portuguesa. Eles devem ao Vitória cerca de R$ 1 milhão. Eles têm que pagar ao Vitória cerca de R$ 2 milhões. Queremos fazer essa composição em função da questão da bet. Vamos resolver isso”

Aproveitando aquele momento, o presidente do clube ainda explicou sobre os impactos que a crise com as casas de apostas em território brasileiro tiveram sobre o Vitória, afirmando que o clube sofreu uma perda mensal de R$ 3 milhões em decorrência da situação.
“A crise das bets pegou o Vitória em cheio. O clube perde R$ 3 milhões por mês, o que é muito difícil. Vamos esperar o fim do Campeonato Brasileiro para ver o que vai acontecer. A gente tinha um planejamento de R$ 45 milhões e precisou se reorganizar sem esse dinheiro”
Portuguesa rebate fala de Fábio Mota sobre dívidas envolvendo o Vitória
Após a fala do presidente do Esporte Clube Vitória, a SAF da Associação Portuguesa de Desportos rebateu a declaração, detalhando o saldo devedor da equipe de Salvador pela compra de Renê ao GE.
A Lusa afirma que o jogador teve 50% dos seus direitos econômicos comprados por aproximadamente R$ 5,8 milhões, cerca de 1 milhão de euros, diferente da versão dita por Fábio Mota, que afirmou que a equipe da capital paulista devia ao Leão aproximadamente R$ 1 milhão pela negociação com o meio-campista Daniel Júnior, o que acabaria servindo como uma espécie de compensação para a dívida de R$ 2 milhões por Renê.
No entanto, a diretoria da Portuguesa garante que não tem parcelas vencidas pela compra de Daniel Júnior, afirmando que uma antiga pendência já havia sido resolvida com um abatimento de R$ 625 mil diretamente de uma parcela de R$ 904 mil que o Vitória precisa pagar por Renê no próximo dia 1º de novembro.

A Portuguesa ainda informou que o Vitória foi notificado extrajudicialmente no dia 2 de outubro, e após um novo descumprimento, a equipe paulista acabou acionando a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (ANRSEF) um pouco menos de 15 dias depois. O clube ainda afirmou que a proibição das casas de apostas ocorreram depois do início da inadimplência.
Renê segue como destaque do Vitória na temporada
Renê Sousa vive uma excelente fase vestindo a camisa do Vitória. O artilheiro do Leão no ano tem 17 gols marcados até o momento, marcando inclusive em cinco dos últimos seis jogos do time.
O atacante também detém uma marca impressionante no ano. O atleta é o segundo da categoria sub-23 com mais gols marcados no mundo em 2026, ficando atrás apenas de Lamine Yamal, do FC Barcelona.
Com a camisa do Vitória, o jovem centroavante e destaque do Campeonato Brasileiro marcou 9 dos seus gols pelo torneio, sendo um dos artilheiros do Brasileirão. Ele também foi vice-artilheiro da Copa do Nordeste com cinco gols marcados, atrás apenas de Renato Kayzer.

Além disso, é o atual artilheiro isolado da Copa do Brasil, com seis gols marcados por Portuguesa e Vitória. Nos números gerais, somando sua passagem pela equipe paulista e pelo Rubro-Negro baiano, o atleta disputou 47 partidas na temporada, marcando 24 gols e contribuindo com três assistências, somando 27 participações em gols.
Esses números significam que o atleta precisa de um pouco menos que o tempo equivalente a duas partidas para participar de um gol.
