Nesta quinta-feira (29), o técnico Carlo Ancelotti anunciou a segunda convocação da Seleção Brasileira já no ciclo da Copa do Mundo de 2030, que será disputada na Espanha, em Marrocos e em Portugal.
A convocação é a segunda após a eliminação vexatória na Copa do Mundo para a Noruega, os escolhidos pelo treinador irão fazer parte da equipe na disputa de mais dois amistosos na próxima Data-FIFA, um diante do Japão e outro contra a seleção de Singapura.
Como esperado, a lista de Ancelotti contou com algumas novidades em relação à chamada anterior. O profissional apostou novamente em jovens atletas misturados com outros que já tem uma certa experiência, garantindo assim, uma boa rotatividade no elenco.
As novidades com relação a lista da primeira bateria de amistosos começam nos goleiros Lucas Perri, do Torino, e Bento, do Al-Nassr. Além deles, os defensores Carlos Augusto e Jonathan Jesus, os meias André Luiz, João Gomes e Marlon Gomes, além dos atacantes Alisson Santana, do Shakhtar, e Allan, do Manchester City.
Confira a lista completa de convocados para a Seleção Brasileira:
Goleiros:
- Bento | Al-Nassr (Arábia Saudita) – 27 anos
- Lucas Perri | Torino (Itália) – 28 anos
- Pedro Morisco | Coritiba – 22 anos
Defensores:
- Arthur Dias | Athletico – 19 anos
- Carlos Augusto | Inter de Milão (Itália) – 27 anos
- Douglas Santos | Zenit (Rússia) – 32 anos
- Gabriel Magalhães | Arsenal (Inglaterra) – 28 anos
- Jair Cunha | Nottingham Forest (Inglaterra) – 21 anos
- Jonathan Jesus | Cruzeiro – 22 anos
- Vanderson | Shakhtar Donetsk (Ucrânia) – 25 anos
- Vitor Reis | Manchester City (Inglaterra) – 20 anos
- Wesley França | Roma (Itália) – 23 anos
Meio-campistas:
- André Luiz | Corinthians – 20 anos
- Andrey Santos | Manchester United (Inglaterra) – 22 anos
- Bruno Guimarães | Arsenal (Inglaterra) – 28 anos
- Danilo Santos | Botafogo – 25 anos
- Gabriel Bontempo | Santos – 21 anos
- João Gomes | Aston Villa (Inglaterra) – 25 anos
- Marlon Gomes | Shakhtar Donetsk (Ucrânia) – 22 anos
Atacantes:
- Alisson Santana | Shakhtar Donetsk (Ucrânia) – 21 anos
- Allan | Manchester City (Inglaterra) – 21 anos
- Endrick | Real Madrid (Espanha) – 20 anos
- Estêvão Willian | Chelsea (Inglaterra) – 19 anos
- Raphinha | Barcelona (Espanha) – 29 anos
- Rayan | Bournemouth (Inglaterra) – 20 anos
- Vinícius Júnior | Real Madrid (Espanha) – 26 anos

Seleção brasileira disputou amistosos contra Austrália e Índia na primeira Data-FIFA
Nesta primeira Data-FIFA após a Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira enfrentou em duas oportunidades a Austrália, vencendo uma e empatando a outra, além de bater a Índia no terceiro e último compromisso da equipe.
No primeiro dos encontros contra a Austrália, a equipe entrou em campo com um time alternativo, que mesclou alguns nomes experientes com alguns outros que estrearam com a camisa Amarelinha.
A equipe iniciou o jogo demonstrando um nítido nervosismo dentro das quatro linhas, vendo os australianos que também passam por um período de renovação, estes com menos novos nomes que o Brasil, chegarem com as primeiras finalizações da partida.
Ainda com os mandantes melhores pela maior parte da primeira etapa, o Brasil conseguiu a sua primeira finalização apenas aos 20 minutos de jogo e passou a marcar uma tímida, mas mais frequente presença no campo ofensivo, investindo especialmente em contragolpes.
Na segunda etapa, o Brasil voltou exatamente da mesma forma que no primeiro tempo, rigorosamente com a mesma estratégia e foi trocando peças que mudaram as características individuais, mas mantiveram a estrutura tática durante os 90 minutos.
Depois de alguns momentos com o Brasil de fato tendo mais a posse de bola, mas sem demonstrar tanto perigo e cedendo oportunidades aos adversários, os australianos abriram o placar com um belo gol de falta marcado por Nestory Irankunda, jovem atacante que é o principal nome da equipe, sendo o destaque nessa campanha na Copa do Mundo.
O Brasil enfim partiu para cima dos donos da casa, mas o time não parecia ter criatividade nem força para furar a forte defesa armada pela equipe comandada por Tony Popovic. Quando a derrota parecia estar encaminhada, o Brasil conseguiu empatar no último lance, em um escanteio cobrado por Raphinha que encontrou o jovem Rayan dentro da área, para cabecear uma bola que ainda bateu no travessão para quicar dentro da linha, deixando tudo igual aos 49 minutos.
Esta primeira partida foi finalizada com um empate entre os dois times, mas o Brasil foi duramente criticado por seus torcedores, especialmente no quesito postura dos seus atletas mais experientes. Poucos dias depois, o Brasil entrou novamente em campo para enfrentar a Austrália pela segunda vez consecutiva.
A partida foi iniciada com o Brasil surpreendendo, mas positivamente. Logo aos dois minutos, Vanderson recebeu a bola dentro da área e com uma finalização excepcional, finalizou no ângulo sem chances para o bom goleiro Patrick Beach, inaugurando o marcador em Brisbane. O Brasil permaneceu no ataque e criou boas oportunidades com Raphinha, Danilo e Vini, mas não conseguiu ampliar o marcador.

Apesar do bom momento, a equipe deu uma séria oscilada dentro de campo, o que resultou em uma virada em praticamente dois lances para os australianos. Aos 27, Alessandro Circati aproveitou a saída equivocada do goleiro Otávio, que não conseguiu afastar a bola em um escanteio e finalizou para o gol praticamente vazio. Cinco minutos depois, aos 32, Connor Metcalfe virou com uma bela finalização que entrou caprichosamente dentro do gol.
Nesse recorte entre os 25 minutos e os 40, a Seleção Brasileira sofreu um verdadeiro apagão, não conseguindo reagir contra os australianos que mesmo sem criar oportunidades excepcionais, sufocaram a equipe brasileira. Apesar do momento de oscilação, o Brasil retornou ao ataque e aos 45 minutos, Raphinha cobrou um pênalti sofrido por Danilo, indo para o intervalo com o marcador igualado.
A segunda etapa foi iniciada com o Brasil voltando a marcar presença no campo de ataque, apostando em contragolpes para aproveitar a velocidade de atacantes como Vini e Endrick, que entrou no intervalo para a saída de Raphinha. O autor do segundo gol da Seleção sentiu e pediu para ser substituído.
Após algumas boas chances perdidas com Vinícius Junior e Gabriel Magalhães, além das primeiras aparições da Austrália no ataque com boas oportunidades na bola parada, o Brasil enfim virou com Bruno Guimarães aos 23 minutos. A jogada foi iniciada com Danilo que acertou um passe magistral na profundidade buscando Vini. Vini passou para Endrick que tirou da marcação e rolou para o camisa 8 finalizar para o gol praticamente vazio.
O time de uniforme azul continuou marcando presença no ataque e aos 33 minutos Vini assumiu novamente a responsabilidade para sofrer um pênalti, cobrado por ele mesmo, para dar números finais a um grande jogo no maior país da Oceania.
Antes do apito final, a Austrália tentou ter volume de jogo, mas não foi o suficiente para marcar um gol e o placar permaneceu inalterável até o término da partida.
Para fechar a Data-FIFA, o Brasil entrou em campo para enfrentar a seleção da Índia, em partida disputada na cidade de Calcutá. Na ocasião, a equipe comandada por Carlo Ancelotti bateu os asiáticos por 4 a 0.
A equipe brasileira controlou as principais ações da partida e construiu o resultado com gols de Estêvão, atacante do Chelsea, e dos flamenguistas Pedro e Samuel Lino, que marcou duas vezes.
