Nesta quinta-feira (01), a Seleção Brasileira de Futebol desembarcou na Índia para o último amistoso desta Super Data-FIFA. O confronto será o primeiro entre as duas equipes na história do futebol. Ainda antes do encontro, a equipe comandada por Carlo Ancelotti realizará mais uma sessão de treinamentos nesta sexta-feira (02).
A expectativa é que Carlo Ancelotti mande para o campo uma equipe bastante modificada para enfrentar os indianos Uma das novidades para a equipe será o goleiro Pedro Morisco, do Coritiba. Antes dele, Hugo Souza e Otávio foram titulares nos dois amistosos contra a Austrália. Em contrapartida, Raphinha será o desfalque do time, o atacante sofreu um edema muscular na coxa direita no último compromisso do time e foi cortado da Seleção, ficando fora dessa partida.
Sob festa dos fãs locais na porta do hotel em que ficará hospedada, a delegação chegou à Calcutá na tarde desta quinta-feira, já noite no horário local.

O duelo diante da Índia será o terceiro compromisso da equipe na primeira Data-FIFA após a Copa do Mundo de 2026. A equipe comandada por Carlo Ancelotti vem de dois confrontos contra a Austrália, ambos em território australiano. No primeiro encontro, empatou pelo placar de 1 a 1, já no segundo, a Seleção venceu por 4 a 2. Brasil e Índia se enfrentam no próximo sábado (03/10) às 11h (Brasília) no Estádio Salt Lake, em Calcutá.
Seleção Brasileira vem de dois amistosos contra a Austrália
Antes de enfrentar a Índia, a Seleção Brasileira enfrentou a Austrália em duas ocasiões. Na primeira das partidas, a equipe deixou uma impressão negativa.
Na ocasião, o iniciou o jogo demonstrando um nítido nervosismo dentro das quatro linhas, vendo os australianos chegarem com as primeiras finalizações da partida. Na segunda etapa, o Brasil voltou exatamente da mesma forma que no primeiro tempo, rigorosamente com a mesma estratégia e foi trocando peças que mudaram as características individuais, mas mantiveram a estrutura tática durante os 90 minutos.
Depois de alguns momentos com o Brasil de fato tendo mais a posse de bola, mas cedendo oportunidades aos adversários, os australianos abriram o placar com um belo gol de falta marcado por Nestory Irankunda, jovem atacante que é o principal nome da equipe, sendo o destaque nessa campanha na Copa do Mundo.
Quando a derrota parecia estar encaminhada, o Brasil conseguiu empatar no último lance, em um escanteio cobrado por Raphinha que encontrou o jovem Rayan dentro da área, para cabecear uma bola que ainda bateu no travessão para quicar dentro da linha, deixando tudo igual aos 49 minutos.
Entre os pontos de maior revolta por parte dos torcedores está a falta de protagonismo por parte dos nomes mais experientes, como Raphinha e Vini Junior, que mais uma vez não comandaram o ataque da Seleção, mas viram uma jovem promessa de apenas 20 anos entrar em campo para evitar um vexame maior.

Em paralelo a isso, o posicionamento do goleiro Hugo Souza também foi questionado no lance do gol, além da falta de repertório técnico por parte dos atletas, mas especialmente o repertório tático, visto que o treinador Carlo Ancelotti comandou a equipe utilizando uma formação com quatro atletas na linha defensiva, quatro no ataque e dois no setor de meio-campo durante praticamente toda a duração dos 90 minutos, mesmo com a entrada de jogadores com características diferentes aos que estavam dentro de campo.
Na segunda partida, a Seleção Brasileira iniciou bem, chegou a sofrer um apagão mas conseguiu se recuperar a tempo de virar o placar e vencer a partida após deixar uma impressão negativa no primeiro jogo.
Entre as novidades que iniciaram a partida, com relação ao jogo anterior estão o goleiro Otávio, os zagueiros Jair Cunha, que entrou na segunda etapa anteriormente e Gabriel Magalhães, além do laterais Vanderson e Mauro Júnior, que também havia entrado na segunda etapa. No setor de meio-campo a única novidade foi o jovem Gabriel Bontempo, enquanto no ataque, apenas Rayan não havia iniciado a partida anterior.
Diferente do primeiro jogo, o Brasil começou dessa vez com um ritmo intenso. Logo aos dois minutos, Vanderson recebeu a bola dentro da área e com uma finalização excepcional, finalizou no ângulo sem chances para o bom goleiro Patrick Beach, inaugurando o marcador em Brisbane.
Apesar do bom momento, a equipe passou por um momento de oscilação dentro de campo, sofrendo uma virada em praticamente dois lances para os australianos. Aos 27, Alessandro Circati aproveitou a saída equivocada do goleiro Otávio, que não conseguiu afastar a bola em um escanteio e finalizou para o gol praticamente vazio. Cinco minutos depois, aos 32, Connor Metcalfe virou com uma bela finalização que entrou caprichosamente dentro do gol.
Depois desse apagão, o Brasil retornou ao ataque e aos 45 minutos, Raphinha cobrou um pênalti sofrido por Danilo, indo para o intervalo com o marcador igualado.
Na segunda etapa, o Brasil marcou presença novamente no campo de ataque, marcando o gol da virada em jogada iniciada com Danilo que acertou um passe magistral na profundidade buscando Vini. Vini passou para Endrick que tirou da marcação e rolou para o camisa 8 finalizar para o gol praticamente vazio.

Aos 33 minutos, Vini assumiu novamente a responsabilidade para sofrer um pênalti, cobrado por ele mesmo, para dar números finais a um grande jogo no maior país da Oceania.
Agora, contra a Índia, o Brasil tenta não passar novamente por qualquer complicação como foi diante da Austrália, buscando vencer seus adversários que apresentam um nível técnico realmente abaixo do que a Seleção Brasileira normalmente apresenta.
