Haiti e Escócia entraram em campo pelo Grupo D da Copa do Mundo cercados de expectativas completamente diferentes. De um lado, os escoceses entraram na partida com o total favoritismo, enquanto os haitianos chegaram como franco atirador e buscavam surpreender, mesmo com as expectativas para uma possível surpresa sejam consideradas baixas.
Primeiro tempo
Favoritos a vencer o jogo, os atletas da Escócia buscaram adotar uma postura agressiva desde os primeiros segundos de jogo, contra uma defesa bem postada do Haiti. A primeira finalização do jogo veio em um chute fraco, facilitando a vida do goleiro haitiano. Como resposta, o Haiti tinha um objetivo claro: bola longa buscando seus atacantes para ganhar na velocidade.
Com forte presença no estádio, os torcedores haitianos vibraram a cada bola rebatida pelo sistema defensivo da equipe, e em uma bola roubada no meio campo, o camisa 11 Louicius Don Deedso fez a primeira finalização da equipe na Copa do Mundo, mas não encontrou o caminho do gol.
Superiores técnicamente, os escoceses buscavam se impor no jogo, com jogadas rápidas e cruzamentos na área, mas até o momento sem sucesso em suas tramas. O Haiti não se escondeu do jogo e tentava a todo momento puxar alguns contra ataques em busca do primeiro gol, mas esbarrava nas próprias limitações técnicas e não conseguiram levar as jogadas mais adiante.
Em sua primeira chegada até a linha de fundo, o Haiti conseguiu um cruzamento, mas a bola atravessou toda a extensão da área e não foi aproveitada. Na sequência da jogada, a bola sobrou para o camisa 10 Jean-Ricner Bellegar, que isolou. O Haiti passou a de forma surpreendente ter um certo controle do jogo, conseguindo sufocar a Escócia com uma marcação muito intensa na intermediária ofensiva e mantendo a posse de bola.
Aos 15 minutos de jogo, a partida era dominada pelos haitianos, que mantinham a posse de bola e conseguiram sem maiores dificuldades chegar mais uma vez no gol da Escócia, ficando a poucos detalhes de mais uma vez abrir o placar. Por outro lado, a Escócia apatentemente não esperava tamanha intensidade dos haitianos, apenas esperando os caribenhos em seu campo de defesa, sem subir muito as linhas de marcação.
Mesmo com os adversários melhores, a Escócia por muito pouco não abriu o placar com uma bela finalização do Scott McTominay, que explodiu na trave defendida pelo goleiro Johny Placide. Na sequência, o Haiti também gerou uma boa oportunidade, com um contra ataque rápido terminando em um cruzamento na área que não encontrou ninguém para aproveitar.
O Haiti continou dominando as ações ofensivas com uma troca de passes envolvente e uma grande quantidade de cruzamentos na área, indo para a parada técnica com um cenário pouco imaginado, com a Escócia praticamente assistindo os adversários jogarem.
Após a parada técnica, a Escócia tentou ter mais a posse de bola, mas o Haiti continuou sendo semdo uma equipe muito intensa, aproveitando qualquer oportunidade de contra ataque. Na volta de um ataque haitiano, a defesa escocesa acertou um lançamento para o ataque, e após uma bola disputada na área, John McGinn aproveitou o rebote e abriu o placar aos 28 minutos.
Com o gol marcado, a seleção escocesa passou a ter a posse de bola, controlado a partida na busca pelo segundi gol, que naquele momento traria uma tranquilidade maior na partida. Em uma bola que percorreu toda a extensão do campo durante uma troca de passes, o lateral escocês cruzou na área, mas a bola não foi interceptada por nenhum atacante, se perdendo na linha de fundo em tiro de meta para o Haiti.
O gol sofrido não abalou os haitianos por muito tempo, a equipe continuou marcando presença no campo de ataque, criando oportunidades claras de marcar o gol de empate, mas sempre parando na sólida defesa escocesa. Mantendo o ímpedo e intensidade física, o Haiti continuou dando muito trabalho para os defensores da equipe europeia.
A primeira etapa foi finalizada com o Haiti criando as melhores oportunidades do jogo, enquanto a Escócia tentava controlar através da superioridade técnica, chegando sempre com perigo no gol haitiano.
Segundo tempo
O segundo tempo começou sendo marcado por um momento mais pegado, com mais disputas físiscas das duas equipes e um número maior de faltas nos lados do campo, visto que os dois times acionaram seus pontas com determinada frequência, em jogadas mais agudas.
Buscando ter o controle da partida, o Haiti tinha como principal alternativa no começo da segunda etapa os cruzamentos na área, levando perigo ao gol defendido por Angus Gunn, mas não resultando em finalizações mais perigosas. A Escócia também teve seu momento no ataque, com uma sequência de escanteios que acabaram não gerando uma chance mais clara, mas marcando o retorno da equipe europeia no campo ofensivo após algumas tentativas mal-sucedidas.
Precisando do gol para empatar o placar, os Haitianos retomaram rapidamente o protagonismo da partida, rodando a bola com a linha de zaga no setor de meio campo e apostando novamente em um cruzamento buscando seus atacantes. A Escócia respondeu um contra ataque que gerou um escanteio, mas a oportunidade não foi bem aproveitada.
Os momentos que sucederam os lances de ataque foram trocas de passes da Escócia no setor defensivo e um Haiti tentando recuperar a posse com uma marcação agressiva, conseguindo recuperar a posse em seu campo de defesa, mas pecando no último passe.
Mesmo com o ritmo da partida decaindo consideravalmente, o Haiti permaneceu marcando presença no campo de ataque e apostando sempre na mesma arma: cruzamentos na área, enquanto a Escócia apenas esperava os haitianos na defesa, conseguindo sair em algumas poucas jogadas de contra-ataque.
A Escócia retornou ao ataque com jogadas rápidad buscando seus atacantes dentro da área, mas não conseguiram finalizar corretamente e por muito pouco não sofreram o gol na jogada seguinte, em mais um cruzamento do Haiti para a área que não foi alcançado por ninguém.
Com a chegada dos minutos finais, os haitianos aumentaram a intensidade e em uma grande pressão, conseguiu uma sequência de finalizações, resultando em um escanteio cortado pela zaga escocesa. Os europeus saíram no contra ataque, mas sem muita velocidade, tentando ainda controlar o jogo com uma posse mais cadenciada.
O Haiti voltou a criar grandes oportunidades, mas a bola teimava em passar muito perto do gol escocês e por muito pouco não entrar, raspando a trave do goleiro da equipe europeia. Nos acréscimos, os haitianos mantiveram o ritmo e criaram outras grandes chances claras de gol, ficando sempre muito perto de empatar o placar.
A partida foi encerrada nesses moldes, os haitianos de maneira surpreendente tiveram o controle maior das ações do jogo, enquanto os escoceses apostaram em uma partida mais reativa, mesmo sendo predominantemente dominados, e ficaram com a vitória na última partida deste sábado.
Ficha técnica
Data e horário da partida: 13 de junho de 2026, às 22h (Brasília);
Local: Gillette Stadium, em Boston, Estados Unidos;
Árbitro principal: Mustapha Ghorbal (ALG);
Assistentes: Mokrane Gourari (ALG) e Abbes Akram Zerhouni (ALG);
VAR: Jose Enrique Naranjo (ESP);
Cartões vermelhos: sem cartões vermelhos;
Gols da partida: John McGinn (ESC);
Escalações das equipes:
Haiti: Johny Placide, Carlens Arcus, Ricardo Ade, Hannes Delcroix, Martin Experience, Jean-Ricner Bellegarde, Danley Jean Jacques, Louicius Deedson, Ruben Provence, Wilson Isidor, Frantzdy Pierrot. Técnico: Sebastien Migne.
Escócia: Angus Gunn, Aaron Hickey, Andy Robertson, Grant Hanley, Jack Hendry, Scott McTominay, John McGinn, Lewis Ferguson, Che Adams, Ben Gannon-Doak, Lawrence Shankland. Técnico: Stephen Clark.
Estatísticas da partida
Equipes: Haiti– Escócia
Posse de Bola: 54% – 46%
Finalizações: 15 – 9
Finalizações no gol: 2 – 2
Defesas do goleiro: 1 – 2
Escanteios: 4 – 3
Faltas cometidas: 23 – 21
Cartões amarelos: 1 – 3
Cartões Vermelhos: 0 – 0
Próxima partida: Austrália x Turquia.
