Enfim, a Copa começou! Após quatro anos de espera, o torneio mais importante do esporte está de volta, e reservou fortes emoções já na primeira partida. México e África do Sul se enfrentaram no lendário Estádio Azteca, exatamente 16 anos depois da estreia da Copa do Mundo de 2010, realizado na África do Sul, onde as equipes terminaram em um empate pelo placar de 1×1.
Nessa ocasião, a seleção mexicana entrou em campo em um momento melhor que os africanos, que chegaram com uma equipe mais fragilizada. Motivados por jogar em casa, o México buscou pressionar nos primeiros minutos para tentar o gol, aproveitando os vários erros da equipe sul-africana e criando grandes oportunidades. Na tentativa de realizar uma saída de bola curta e trocar passes, a África do Sul se esbarrava em um ataque mexicano feroz.
Logo no começo do jogo, o time da casa teve uma boa oportunidade, criada a partir de um arremesso lateral, cobrado por Israel Reyes e após uma rápida tabela no lado direito do ataque, com passes de primeira, a bola voltou para o próprio Reyes, que encontrou o camisa 9 Raúl Jiménez na entrada da área e acertou uma finalização no canto para uma grande defesa do goleiro Ronwen Williams.
A equipe da casa manteve o ímpeto inicial e aumentou a pressão sobre o time sul-africano, que sentiu e demonstrava uma nítida instabilidade no início da partida. Aos 10 minutos, em decorrência de um grave erro de passe na defesa da África do Sul, Julián Quiñones aproveitou a chance e abriu o placar para o time norte-americano, levando os mais de 80 mil torcedores presentes no Estádio Azteca à loucura.
Mesmo após o gol, a seleção mexicana continuou tendo o controle quase total do jogo e empilhando finalizações, com o próprio Quiñones sendo o principal nome da partida até aquele momento, e no lado sul-africano, o goleiro Ronwen Williams com duas boas defesas evitava um placar mais elástico, o que tornaria a situação dos Bafana-Bafana ainda mais complicada.
A África do Sul veio conseguir a sua primeira finalização após a parada técnica, apenas aos 36 minutos com uma cabeçada do camisa 9 Lyle Foster, mas nada que assustasse Raúl Rangel, o goleiro da seleção do México. A seleção mexicana ainda conseguiu criar mais duas grandes oportunidades, a primeira com Jiménez após um belo passe cavado de Fidalgo, mas parou em uma grande defesa do arqueiro Williams. A segunda chance ainda veio antes dos acréscimos, após uma troca de passes na área ofensiva, Quiñones, de frente para o gol, bateu no canto, a bola caprichosamente saiu do alcance do goleiro, acertando em cheio a trave.
A África do Sul ainda conseguiu uma finalização de fora da área para uma fácil defesa do goleiro e o México respondeu com um chute cruzado de Brian Gutiérrez pra fora, encerrando o primeiro tempo.
As equipes foram para o intervalo em situações completamente distintas: o México, motivado pela sua torcida, teve o controle quase total do jogo dominando as estatísticas de finalizações, totalizando 10 contra apenas duas da África do Sul, que parecia não saber o que fazer em campo. Naquela altura, os Bafana-Bafana precisavam voltar do intervalo praticamente como outra equipe, para tentar buscar ao menos um ponto no duelo.
Assim como na primeira etapa, o time mandante iniciou os últimos 45 minutos decisivos pressionando a equipe de amarelo com uma linha extremamente alta e uma grande intensidade, forçando mais um erro na saída de bola dos africanos e resultando na finalização de Brian Gutiérrez, que da entrada da área, mandou pra fora do gol.
Mesmo vencendo a partida, a equipe da casa continuou empilhando oportunidades e aproveitando os inúmeros erros dos sul-africanos, depois de uma bola nas costas da linha de defesa encontrando o Brian Gutiérrez veio a primeira das três expulsões. O zagueiro Siphephelo Sithole derrubou o próprio Gutiérrez a poucos centímetros da área e o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio aplicou a regra da chance clara e manifesta de gol, mostrando o cartão vermelho ao atleta sul-africano, o que acabou complicando completamente a situação dos Bafana-Bafana.
Os mexicanos seguiram aproveitando as falhas dos adversários e, após uma jogada trabalhada, invertendo do meio pro lado direito, aos 22 minutos, Roberto Alvarado encontrou com um cruzamento certeiro o camisa 9 Raúl Jiménez livre dentro da área, que subiu sozinho e testou para ampliar o placar, gol que naquele momento, parecia resolver a partida, visto que os mandantes tinham um ímpeto incrível e os visitantes aparentavam estar perdidos no jogo.
Com o segundo gol, o jogo ganhou momentos de tranquilidade, sem as equipes produzirem muitas chances até os 35 minutos, quando em um raro ataque da África do Sul, o camisa 11 Themba Zwane se enrolou com um atleta adversário e a jogada seguiu. Segundos depois, o árbitro Wilton Pereira Sampaio teve a sua presença solicitada no monitor pelo Árbitro de Vídeo para avaliar o lance e optou por aplicar o cartão vermelho por conduta violenta para o jogador que havia entrado já no segundo tempo, deixando a equipe africana com dois a menos.
O México continuou com o controle da partida, mas em outra rara escapada da África do Sul, em um contra ataque já nos acréscimos que poderia resultar em uma chance clara de gol, o lateral Khuliso Mudau foi derrubado pelo capitão da equipe mexicana César Montes nas proximidades da área e recebeu o terceiro cartão vermelho do jogo, pela mesma regra aplicada na primeira oportunidade: obstruir uma chance clara de gol.
Após a última expulsão, os minutos finais dos acréscimos reservaram poucas emoções, com a equipe da casa desgastada depois de uma pressão intensa e os sul-africanos fragilizados com a desvantagem numérica. O jogo terminou com a vitória do México pelo placar de 2×0. Agora, as duas equipes aguardam o segundo jogo do dia, que será disputado entre Coreia do Sul e República Tcheca às 23h.
Na rodada dois, os sul-africanos enfrentam a República Tcheca e os mexicanos jogam contra a Coreia do Sul.
Ficha técnica
Data e horário da partida: 11 de junho de 2026, às 16h (Brasília);
Local: Estádio Azteca, na Cidade do México (MEX);
Árbitro principal: Wilton Pereira Sampaio (BRA);
Assistentes: Bruno Pires e Bruno Boschilia (BRA);
VAR: Nicolas Gallo (COL);
Cartões vermelhos: Siphephelo Sithole (AFS), Themba Zwane (AFS) e César Montes(MEX);
Gols da partida: Julián Quiñones – México (8′ do 1ºT) e Raúl Jiménez – México (21′ do 2ºT).
Escalações das equipes:
México: Rangel, I. Reyes, C. Montes, J. Vasquez e J. Gallardo; Alvaro Fidalgo (G. Mora), Erik Lira (E. Álvarez) e Brian Gutierrez (L. Chavez); Roberto Alvarado, Raul Jiménez (A. González) e Julián Quiñones (A. Vega). Técnico: Javier Aguirre
África do Sul: R. Williams; K. Mudau, I. Okon, N. Sibisi, M. Mbokazi, I. Okon e A. Modiba (O. Appollis); S. Sithole, T. Mokoena e J. Adams (T. Zwane); I. Rayners (E. Makgopa) e L. Foster (T. Mbatha). Técnico: Hugo Broos
