A vitória do Bahia por 2 a 0 sobre o Vitória, em pleno Barradão, no último domingo (23), ganhou capítulos de pura tensão fora das quatro linhas. Em uma coletiva incisiva, o técnico Rogério Ceni resolveu rebater a famosa narrativa sustentada pelo presidente rubro-negro, Fábio Mota, de que o clássico representa o duelo do “time do milhão contra o time do tostão”.
Sem papas na língua, o comandante tricolor afirmou que a diferença financeira entre os clubes é mínima e classificou o discurso do rival como uma estratégia publicitária engenhosa para tirar a pressão do Leão.
“Narrativas muito bem vendidas. Aliás, a do Vitória é muito bem vendida, que é o time do milhão contra o time do tostão. Então, o time do tostão não é o time do tostão, porque tem uma folha de pagamento caríssima. E o time do milhão não me parece tão milhão assim, porque deve ter 10% a 20% a mais de folha de pagamento um time do outro”, cravou Ceni.
Para o treinador do Esquadrão, esse discurso distorce a realidade e faz com que qualquer empate do Rubro-Negro seja celebrado como feito heroico, enquanto qualquer tropeço do Bahia é cobrado com severidade desproporcional.
Domínio no clássico e defesa dos investimentos
Rogério Ceni também fez questão de reforçar a soberania do Esquadrão de Aço nos últimos encontros, lembrando que o Bahia sofreu apenas uma derrota nos últimos 10 clássicos disputados contra o rival.
Além de destacar o retrospecto positivo recente, o treinador defendeu a gestão de aportes do Grupo City. Ceni explicou que os maiores investimentos foram concentrados em 2024 para reestruturar a equipe após os sufocos de 2023, reforçando que os dois clubes contam com elencos competitivos e folhas salariais de peso.
