O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer que o presidente da Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA), Gianni Infantino, dispute as eleições para presidente da Organização das Nações Unidas (ONU), de acordo com o jornal New York Post. Conforme o jornal, uma fonte próxima ao presidente afirmou que Trump acredita que Infantino “é respeitado por todos ao redor do mundo” e tem uma capacidade especial de unir pessoas.
A movimentação pode ser vista como uma tentativa de melhorar a relação do presidente norte-americano com a ONU, visto que ele tem criticado a organização com certa frequência. Mesmo com essa especulação, ainda não está claro se Infantino tem vontade de concorrer ao cargo nem se Trump já teve alguma conversa direta com ele, ainda mais pelo fato que novas eleições para presidente da FIFA estão marcadas para 2027, e o suíço deve concorrer a reeleição.
O mandato do atual secretário-geral da organização, António Guterres, chega ao fim ainda neste ano. Para substituí-lo, estão cotados nomes como a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi.

Ainda conforme o New York Post, Trump avalia se há espaço para lançar um nome fora do grupo dos candidatos mais conhecidos. A relação do presidente norte-americano com Gianni Infantino ganhou força no decorrer da Copa do Mundo de 2026, sediada em conjunto entre Estados Unidos, México e Canadá. O dirigente da federação esportiva participou de diversos eventos ao lado de Donald Trump e chegou a entregar o primeiro Prêmio da Paz promovido pela entidade em dezembro de 2025.
Gianni Infantino ocupa o cargo de presidente da FIFA desde 2016, quando foi eleito para substituir Joseph Blatter após vir à tona uma série de denúncias de corrupção. Ele ainda foi reeleito por mais duas vezes, em 2019 e 2023. Além da Copa do Mundo, os Estados Unidos também sediaram a Copa do Mundo de Clubes em 2025, com direito a Donald Trump entregando o troféu do campeonato para o Chelsea. A cena se repetiu esse ano, com o político entregando a taça para a Espanha.
O presidente Donald Trump também esteve envolvido na maior polêmica da edição de 2026. Ele admitiu que solicitou à FIFA que retirasse um cartão vermelho dado ao Florian Balogun por uma entrada perigosa no jogo da segunda fase, contra a Bósnia e Herzegovina. A Casa Branca montou um dossiê com acusações sem evidências contra o árbitro brasileiro, que foi classificado por Trump como “suspeito”.
Além disso, diversos fatos ocorreram antes da Copa do Mundo, como vistos de torcedores de determinadas seleções sendo negados, e até mesmo o time do Irã sendo proibido de permanecer no país fora dos dias de jogos.
