O carisma do atacante norueguês Erling Haaland excedeu os limites das quatro linhas nessa Copa do Mundo. Autor dos dois gols que eliminaram a amarelinha do torneio, o atacante ficou marcado também por sua educação e interações com os fãs pessoalmente e nas redes sociais.
Esse comportamento do atacante cativou alguns brasileiros, que decidiram homenageá-lo de maneira inusitada. No estado de Pernambuco, cerca de 49 recém-nascidos foram registrados com o nome do norueguês, de acordo com o Registro Nacional de Identificação.
Esse caso em específico é reflexo de um movimento que pode ser notado em alguns outros lugares da América do Sul. No Peru, por exemplo, o Registro Nacional de Identificação e Estado Civil (Reniec) informou que 468 bebês receberam o nome “Haaland”, enquanto outros 91 foram registrados como “Erling Haaland” durante essa Copa do Mundo.
O movimento de batizar bebês com nomes de ídolos do futebol não é uma tendência recente. No próprio Peru, as estatísticas do Reniec indicam que diferentes gerações de atletas inspiram milhares de famílias.
Os registros locais apontam para 1.185 pessoas chamadas Cristiano Ronaldo, enquanto 292 foram registradas como Lionel Messi, 238 como Mbappé e 1.231 como Yamal. O nome do craque brasileiro Neymar aparece com ampla vantagem, são 33.809 registros com o nome do camisa 10 da seleção amarelinha.

Em território brasileiro, a influência do futebol sobre os nomes também pode ser facilmente notada, mesmo sem existir um levantamento oficial dedicado à homenagens feitas para atletas. Segundo a plataforma “Nomes Brasil”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o nome Neymar aparece com 2.443 registros, tendo o maior período de crescimento entre os anos de 2009 e 2010, período em que o craque se consolidou no futebol nacional.
