Uruguai e Espanha entraram em campo para um dos confrontos mais aguardados da terceira rodada da Copa do Mundo. De um lado, a Espanha que veio de uma vitória contra a Arábia Saudita após tropeço histórico contra Cabo Verde e buscava garantir a sua classificação, e do outro, o Uruguai, que empatou os dois primeiros jogos contra duas equipes de nível técnico inferior.
Primeiro tempo
A bola rolou para um duelo que prometia ser dramático para os uruguaios, que pressionaram desde o primeiro minuto. Apesar da pressão, a primeira finalização veio do lado dos espanhóis em um erro da defesa uruguaia no setor defensivo, com a bola sobrando nos pés do Lamine Yamal, que passou para Mikel Oyarzabal finalizar de dentro da área uma bola desviada pela defesa direto para a linha de fundo.
A Espanha logo passou a dominar as ações do jogo, que ficou mais preso no meio de campo, pois o Uruguai também tentava sair com a bola nos pés. Os uruguaios tinham a posse, mas erravam alguns passes tanto na região central quanto lançamentos equivocados buscando seus atacantes.
Pouco a pouco, a equipe sul-americana foi chegando perto do gol defendido por Unai Simón. Aos 10 minutos, Maximiliano Araújo cobrou uma falta em que o goleiro espanhol ao tentar sair para encaixar errou a bola e ela ficou viva na área, sendo afastada pela defesa que estava muito bem posicionada.
Depois do susto, a Espanha voltou a ter a posse, trocando passes entre seus defensores e conseguiu uma sequência de escanteios após um lançamento que buscava o Yamal em profundidade pelo lado direito.
O jogo ficou menos movimentado, com a Espanha tendo o controle da posse e o Uruguai em uma marcação bem agressiva anulava o adversário passou a tentar lançamentos na busca por seus atacantes em velocidade.
Com 12 de jogo, o Uruguai tinha mais a posse e ensaiava algumas jogadas ofensivas, impondo uma forte pressão sobre os zagueiros da Espanha que se atrapalharam com a bola e por pouco não sofreram o gol. Com isso, o Uruguai foi ganhando confiança e tendo mais coragem para criar essas oportunidades no ataque, mas a Espanha manteve sua superioridade.
A equipe comandada por Luis De La Fuente buscava sempre o seu maior talento, Lamine Yamal pelos lados do campo e conseguiu alguns escanteios nesse tipo de jogada. Apesar das boas chegadas, as duas equipes não conseguiam transformar elas em finalizações e chances cristalinas, mas a troca de passes mais lenta principalmente no lado dos espanhóis deixava o duelo morno e travado na intermediária.
A Espanha quase marcou seu gol em uma jogada de escanteio que contou com uma falha do goleiro uruguaio Muslera ao sair para encaixar a bola no meio da área, mas para a sua sorte, Pau Cubrasí não reagiu a tempo de cabecear ao gol e a zaga afastou o perigo.
Logo na volta da pausa para hidratação, o Uruguai chegou muito perto do gol em uma jogada de arremesso lateral para a Espanha em seu campo de defesa. Valverde conseguiu desarmar Rodri com facilidade e avançou a área pelo lado esquerdo, cruzando para Darwin Núñez que ajeitou para ninguém e a bola passou direto. O time Celeste ainda retornou ao ataque novamente com Darwin Núñez chutando cruzado para Unai Simón.
O time comandado por Marcelo Bielsa descobriu pelo lado direito o melhor caminho para atacar, conseguindo realizar jogadas de cruzamento e uma falta cobrada aos 31 minutos por Maximiliano Araújo na área. Unai Simón saiu para encaixar, mas falhou e a bola sobrou nos pés de Canobbio que tirou da marcação e finalizou, mas a bola carimbou um dos defensores que estavam na frente do gol.
Criando boas chances e ganhando confiança, o Uruguai ainda teve uma boa chance com uma finalização do camisa 6 Bentancur, mas a bola subiu demais e passou por cima das traves. Apesar das chances desperdiçadas, os uruguaios eram superiores nesse momento da partida e chegavam sempre com um certo perigo, enquanto os espanhóis apostavam em uma troca de passes mais cadenciada.
Apesar da superioridade momentânea dos uruguaios, a Espanha chegou ao seu gol aos 41 minutos. A jogada foi iniciada com uma roubada de bola no meio de campo e uma bela triangulação com passes de primeira dos atletas espanhóis, com Pedri passando para Yamal na ponta direita disputar a bola que sobrou para Marcos Llorente. O camisa 5 cruzou rasteiro para Alex Baena, que finalizou relativamente fraco, mas contou com uma falha absurda do goleiro Muslera que caiu para fazer a defesa, mas viu a bola passar sobre suas mãos e morrer no fundo das redes.
Os uruguaios se lançaram ao ataque, mas a pressão imposta não surtiu efeito e o primeiro tempo foi finalizado com a Espanha na frente, aumentando o drama da Celeste que deixava Copa do Mundo ainda na primeira fase por conta do empate sem gols entre Cabo Verde e Arábia Saudita.
Segundo tempo
O Uruguai voltou para o segundo tempo com uma mudança curiosa do treinador Marcelo Bielsa. O goleito Fernando Muslera, que falhou no primeiro gol da Espanha, foi substiruído por Sergio Rochet na volta do intervalo. Além da troca de goleiros, a equipe também teve uma mudança de postura, se atirando ao ataque em busca do empate.
Novamente pelo lado direito do campo, os uruguaios apostavam em triangulações terminando no corredor central, e passaram a chegar pelo lado esquerdo também, mas da mesma forma, finalizava muito mal as jogadas e desperdiçava oportunidades promissoras de gol.
Por outro lado, a Espanha tentou incomodar com contra ataques acionando o Yamal, mas também pelo outro lado do campo. Da mesma forma que os adversários, os espanhóis não conseguiram converter em chances cristalinas nos momentos iniciais.
A primeira vez que o time da Espanha incomotou foi aos 12 minutos, chegando pelo lado esquerdo em um cruzamento afastado para escanteio. Na cobrança, Lamine Yamal jogou para o meio da área, mas a defesa uruguaia afastou a bola para longe.
Aos 17 minutos, Yamal recebeu sua primeira oportunidade aproveitando o latifúndio deixado pela defesa uruguaia no lado direito, invadindo a área e tocando para Dani Olmo que mesmo com total liberdade, finalizou de forma estranha e a bola acabou quicando no chão para encontrar o caminho da linha de fundo.
O Uruguai manteve a pegada, jogando com toda a sua força no campo de ataque e até criando algumas situações especialmente pelo lado esquerdo, enquanto a Espanha com os contragolpes que começaram a aparecer, ficava perto de matar o jogo que ganhava contornos dramáticos para a reta final.
Após um momento perigoso do Uruguai, a Espanha conseguiu respirar aos 36 com Lamine Yamal superando a pressão de dois adversários no lado direito do campo defensivo e deu um passe de qualidade no corredor central, buscando Fabián Ruiz que avançou por toda a extensão do campo até a área ofensiva e tocando para o próprio Yamal que já estava livre pelo lado direito. O camisa 19 invadiu a área, cortou e deu um passe rasteiro para o miolo, parando na defesa uruguaia que afastou o perigo.
A partir desse momento, a Espanha passou a tentar controlar mais o jogo através da posse de bola, esfriando os uruguaios que viam seu drama aumentar a cada segundo que se passava.
O final de jogo virou uma loucura com o Uruguai finalizando e cruzando a bola do jeito que ela vinha, apresentando perigo real ao gol defendido por Unai Simón, enquanto a Espanha parecia ter perdido completamente a capacidade de organizar contragolpes em velocidade. Aos 40 minutos, o Uruguai ficou muito perto do empate em uma finalização quente de Nico de la Cruz vinda de fora da área, obrigando o goleiro espanhol a se esticar todo para realizar uma grande defesa.
Poucos segundos depois, Ferrán Torres após uma bela tabela no ataque conseguiu chegar sozinho de frente do Rochet, mas finalizou no travessão, desperdiçando uma chance incrível em um momento que a Espanha não conseguia sair do seu campo de defesa. O gol perdido pelo camisa 7 deixaria o time em uma situação completamente favorável no duelo, praticamente sacramentando a vitória.
Os atletas uruguaios, completamente desesperados faziam um verdadeiro salceiro dentro da área espanhola, jogando sem mais nenhuma coordenação tática, apenas no sentido dos seus jogadores que mandavam a bola para o ataque de qualquer jeito, apostando quase em um milagre para conseguir o empate.
O que já parecia impossível, se tornou mais distante ainda aos 49 minutos em uma entrada de Canobbio no meio campo através de um carrinho, com o árbitro smail Elfath interpretando como jogo perigoso e aplicando um cartão vermelho para o camisa 14 da equipe sul-americana.
Depois da expulsão, o jogo ficou preso no meio de campo e foi encerrado com uma vitória espanhola, que eliminou os uruguaios e classificou Cabo Verde para o mata-mata em sua primeira participação na história da Copa do Mundo.
Ficha técnica
Data e horário da partida: 26 de junho de 2026, às 21h (Brasília);
Local: Estádio de Guadalajara, em Guadalajara, México;
Árbitro principal: Ismail Elfath (EUA);
Assistentes: Corey Parker e Kyle Atkins (EUA)
VAR: Tatiana Guzman (NIC);
Cartões vermelhos: Canobbio (URU);
Gols da partida: Alex Baena (ESP);
Escalações das equipes:
Uruguai: Fernando Muslera (Sergio Rochet); Guillermo Varela, Sebastián Cáceres, Mathías Olivera e Juan Sanabria (Brian Rodríguez); Manuel Ugarte (de la Cruz), Agustín Canobbio, Rodrigo Bentancur, Federico Valverde (Federico Viñas) e Maximiliano Araújo; Darwin Núñez. Técnico: Marcelo Bielsa.
Espanha: Unai Simón; Marcos Llorente, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Marc Cucurella; Pedri (Fabián Ruiz), Mikel Merino (Dani Olmo) e Rodri; Lamine Yamal (Nico Williams), Mikel Oyarzabal (Ferran Torres) e Alex Baena (Yéremy Pino). Técnico: Luis De La Fuente.
Estatísticas da partida
Equipes: Uruguai– Espanha
Posse de Bola: 33% – 67%
Finalizações: 5 – 6
Finalizações no gol: 1 – 1
Defesas do goleiro: 0 – 2
Escanteios: 1 – 6
Faltas cometidas: 14 – 14
Cartões amarelos: 3 – 1
Cartões Vermelhos: 1 – 0
Classificação final do grupo
1- Espanha– 7 pontos (classificado)
2- Cabo Verde– 3 pontos (classificado)
3- Uruguai– 2 pontos (disputa entre os terceiros colocados)
4- Arábia Saudita – 1 ponto (eliminado)
Outro jogo simultâneo do grupo: Cabo Verde 0x0 Arábia Saudita
Próximas partidas: Egito x Irã | Nova Zelândia x Bélgica.
