Brasil e Haiti se enfrentaram pela segunda rodada na Copa do Mundo em jogo marcado por um domínio brasileiro nas ações defensivas e ofensivas, mesmo com os haitianos sendo guerreiros em campo, não conseguiram sustentar defensivamente e apresentar algum risco real ao gol, sendo derrotados pelo placar de 3×0.
Primeiro tempo
O Brasil, protagonista da partida, iniciou o jogo pressionando os defensores do Haiti, que não conseguiam ter controle da posse de bola por muito tempo.
Superiores na partida, os brasileiros incomodavam os haitianos com uma marcação bem ajustada no setor ofensivo e chegadas com seus pontas em velocidade nas costas da linha de zaga.
Ao ter a bola, o Haiti apostava em uma troca de passes até encontrar seus atletas em velocidade pelo corredor lateral, mas eram facilmente envolvidos por um Brasil intenso, que chegou ao seu primeiro gol aos 11 minutos com Raphinha, mas foi constatado o impedimento.
O tempo foi passando e o Brasil levando cada vez mais perigo ao gol rival, marcando uma forte presença na área ofensiva. O Haiti teve a bola pela primeira vez aos 18 minutos, em uma jogada trabalhada pelo lado direito do ataque, realizando um cruzamento na área anulado por impedimento.
Depois desse primeiro ataque, o Haiti passou a tentar mais investidas, dando espaço para o Brasil atacar nas costas da defesa, e chegou aos 21 com Raphinha saindo de cara com o goleiro, mas cavando pra fora.
Poucos segundos depois, o time brasileiro marcou seu sonhado gol. Vini Jr chegou pelo lado esquerdo do ataque e finalizou cruzado para a defesa do goleiro. No rebote, Matheus Cunha estava lá para empurrar a bola para o fundo das redes e abrir o placar para a seleção brasileira.
Os haitianos voltaram da parada para hidratação com coragem para atacar, mas passaram a ceder mais espaços para a seleção que chegava com perigo ao gol dos adversários.
Mesmo sofrendo na defesa, o Haiti não parava de atacar quando tinham a chance, marcando presença dentro da área brasileira em um bom momento no jogo onde o time teve a posse de bola e chegou em cruzamentos.
Apesar do bom momento haitiano, o Brasil marcou seu segundo gol aos 35 após um desarme de Lucas Paquetá no meio de campo, a bola sobrou para Vini Jr. na intermediária que tocou para Matheus Cunha marcar o seu segundo gol em uma bela finalização dentro da área, trazendo tranquilidade para os brasileiros na partida.
A seleção brasileira controlou o jogo e chegou ao terceiro gol após mais uma bola muito bem enfiada nas costas da zaga por Lucas Paquetá para Vinícius Júnior, que saiu sozinho de frente pro goleiro e finalizando rasteiro para ampliar o placar.
Após algumas tentativas do Haiti de chegar no campo ofensivo, o primeiro tempo foi encerrado com o Brasil conseguindo uma grande vantagem para a segunda etapa.
Segundo tempo
Com o Brasil na frente por muito, a partida foi iniciada no segundo tempo em um ritmo diferente. O Haiti tocava a bola e tentava avançar com lances em profundidade, enquanto o Brasil ao invés de apertar a marcação, esperava um pouco mais. Os ataques haitianos não davam resultado e o Brasil retomava a posse para controlar a partida.
Os haitianos tiveram sua melhor oportunidade na partida aos 17 minutos da segunda etapa, em um escanteio desviado na pequena área para uma grande defesa do goleiro Alisson à queima-roupa, precisando do complemento de Danilo para afastar a bola do gol brasileiro.
O Brasil voltou a incomodar o gol defendido por Johny Placide aos 22 minutos em uma bela trama entre Vini Jr. e Bruno Guimarães na entrada da área, triangulando com Martinelli que finalizou forte no travessão, ficando muito perto de marcar mais um.
Com a entrada de Endrick, a seleção passou a ter mais fôlego no ataque, mas optava por não avançar muito em velocidade, controlando mais a partida em um ritmo lento, preservando seus atletas. Em decorrência dessa queda no ritmo braisleiro, o Haiti criava algumas situações nas proximidades da área, mas sem representar perigo ao gol defendido por Alisson.
Jogando em transição, o Brasil aproveitava espaços cedidos pela defesa haitiana e chegou muito perto do quarto gol com Danilo Santos aos 30 minutos. O lateral invadiu a área sozinho e chutou por cima do gol. Mesmo com a chance perdida, a seleção conseguiu marcar com Endrick, mas a arbitragem anotou o impedimento na jogada.
A seleção brasileira foi fazendo alterações e parecia satisfeita com o resultado da partida. A tônica do confronto no recorte da metaded da segunda etapa era de um Brasil que aproveitava a vantagem para marcar em bloco baixo, atacando em transições aproveitando os espaços deixados pelos haitianos, que tinham mais a bola e buscavam criar ocasiões com trocas de passes, mas não levavam perigo ao gol brasileiro.
O time caribenho após muita insistência consgeuiram fazer o Alisson trabalhar e ganhou alguns escanteios na segunda etpaa. As outras chegadas se resumiam a finalizações de fora que não apresentaram tanto perigo à meta. O Brasil demonstrou uma nítida queda física nos minutos finais, mas ainda chegava com perigo e ficava a poucos detalhes de marcar de marcar seu gol.
Alisson voltou a trabalhar com 48 do segundo tempo com uma boa finalização de fora da área que gerou um escanteio. Méritos de uma fraca, mas corajosa seleção que entendeu suas limitações, mas não se escondeu do jogo e levou um certo perigo ao time sul-americano.
O árbitro finalizou o jogo com o Brasil vencendo por 3×0 e garantindo a sua vaga na próxima fase do torneio, chegando na terceira rodada apenas para confirmar a sua primeira posição em duelo diante da Escócia na próxima quarta-feira.
Ficha técnica
Data e horário da partida: 19 de junho de 2026, às 21h30 (Brasília);
Local: Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos;
Árbitro principal: Alejandro José Hernández (ESP);
Assistentes: José Enrique Naranjo Pérez (ESP) e Diego Sánchez Rojo (ESP);
VAR: Carlos del Cerro Grande (ESP);
Cartões vermelhos: Sem cartões vermelhos;
Gols da partida: Matheus Cunha (BRA), Matheus Cunha (BRA) e Vinícius Júnior (BRA);
Escalações das equipes:
Brasil: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães (Éderson) e Lucas Paquetá (Gabriel Martinelli); Vinicius Jr. (Danilo Santos), Raphinha (Rayan) e Matheus Cunha (Endrick). Técnico: Carlo Ancelotti.
Haiti: Johnny Placide; Carlens Arcus (Dominique Simon), Ricardo Ade, Hannes Delcroix e Martin Experience; Ruben Providence (Lenny Joseph), Jean-Kévin Duverne, Bellegarde (Derrick Etienne) e Jean Jacques; Frantzdy Pierrot (Wilson Isidor) e Josué Casimir (Louicius Don Deedso). Técnico: Sébastien Migné.
Estatísticas da partida
Equipes: Brasil – Haiti
Posse de Bola: 67% – 43%
Finalizações: 8 – 7
Finalizações no gol: 5 – 3
Defesas do goleiro: 3 – 2
Escanteios: 4 – 4
Faltas cometidas: 13 – 14
Cartões amarelos: 1 – 3
Cartões Vermelhos: 0 – 0
Próxima partida: Turquia x Paraguai.
