No terceiro dia de Copa do Mundo, Holanda e Japão se enfrentaram em uma partida cercada de expectativas, com a promessa de ser um dos melhores jogos da primeira fase. Apesar da comoção dos entusiastas, os dois times fizeram um jogo bastante estudado no primeiro tempo e não criaram boas oportunidades de gols, decepcionando os expectadores que esperavam um jogo mais movimentado. A expectativa criada foi superada apenas na segunda etapa, que contou com quatro gols, sendo considerado por muitos o melhor jogo da Copa até o momento.
Primeiro tempo
A partida entre Holanda e Japão iniciou disputada, com as equipes travando duelos no meio campo, mas a Holanda tendo a posse de bola nos momentos iniciais. Após uma boa troca de passes da equipe holandesa, Donyell Malen finalizou com força de dentro da área e obrigou o goleiro Zion Suzuki a realizar a primeira grande defesa da partida. A seleção holandesa sentiu o bom momento na partida e controlava as ações do jogo, tentando sempre achar passes na profundidade da zaga japonesa.
Na primeira descida, o Japão transicionou com velocidade e terminou em uma falta sofrida no lado esquerdo do ataque, mas a cobrança não gerou perigo ao gol holandês. A partir deste momento o Japão teve um controle maior das ações do jogo, apostando na bola longa e em cruzamentos para chegar ao ataque.
Depois de momentos ofensivos bem definidos das duas equipes, o jogo passou a ficar marcado por uma troca de passes mais cadenciada pelos japoneses, que tentavam encontrar passes verticais e conseguiam chegar mais perto do gol. Com um ataque extremamente móvel, a seleção japonesa confundia a defesa holandesa com uma movimentação rápida dos atacantes dentro da área.
O Japão se portava como uma equipe extremamente disciplinada taticamente, sabendo respeitar os holandeses ao se defender e atacando sempre com passes em profundiade e no entrelinhas, conseguindo armar contra-ataques em velocidade e levando perigo ao gol adversário.
Apostando em uma marcação agressiva, os japoneses permitiam que os holandeses ganhem campo, mas com a linha de zaga bem postada, não permitiam uma infiltração mais próxima ao gol, obrigando os holandeses a reiniciarem o jogo da linha de defesa.
O Japão voltou da parada técnica melhor e teve o controle do jogo, conseguindo uma finalização com Ito pra fora. A Holanda retomou a posse de bola com uma troca de passes cadenciada, criando jogadas agudas buscando seus pontas pela linha de fundo. A Holanda por muito pouco não abriu o placar, mas as duas jogadas aéreas da equipe pararam em mais uma defesa do goleiro Suzuki e em uma finalização pra fora.
A Holanda passou a dominar a partida no pior momento dos japoneses no jogo. Entretanto, a Laranja Mecânica não conseguia converter as suas oportunidades, perdendo gols em chances criadas dentro da área adversária. Pouco antes dos acréscimos, o Japão conseguiu acertar o seu primeiro contra ataque depois de muito tempo apenas se defendendo, chegando com perigo ao gol defendido por Bart Verbruggen. Na jogada seguinte, o camisa 8 Takefusa Kubo finalizou com perigo novamente e a bola bateu na rede pelo lado de fora.
Sem muitas emoções, a primeira etapa foi finalizada abaixo das expectativas dos entusiastas, terminando em 0x0 com os dois times se estudando bastante e criando poucas oportunidades.
Segundo tempo
A parte final do jogo inciou com os dois times colocando intensidade, a Holanda comandou as chances inicialmente, enquanto o Japão tentava sair apostando na transição rápida. Os holandeses utilizavam predominantemente os cruzamentos a meia altura na área para marcar primeiro gol. Em uma jogada de bola parada aos cinco minutos, o zagueiro ídolo da Laranja Mecânica Virgil Van Dijk marcou de cabeça o primeiro gol, a bola caprichosamente ainda tocou na trave e morreu no fundo das redes.
Mesmo a frente no placar, a Holanda continuou tendo o controle total da posse de bola e o Japão permaneceu defendendo em linha baixa, na tentativa de sair em contra ataques, mas os holandeses não cediam espaços para a transição. Os asiáticos chegaram com perigo apenas aos 11 minntos, com uma finalização do Nakamura acertando o canto do goleiro Verbruggen, que se esticou mas não alançou a bola.
O Japão ganhou confiança no jogo, que ficou animado após um primeiro tempo fraco. A equipe comandada por Hajime Moriyasu passou a criar jogadas de perigo ao gol holandês, ficando muito próximo da virada. Mesmo com os japoneses em momento melhor, a Holanda chegou ao segundo gol com uma bela finalização de Crysencio Summerville, recolocando a Laranja Mecânica na liderança do placar pela segunda vez no jogo.
O Japão retornou ao ataque na busca pelo empate e Kubo por muito pouco não acertou um foguete no gol holandês. A pressão japonesa perdeu intensidade após a parada técnica, com a Holanda voltando a ter jogadas ofensivas, forçando o goleiro a fazer boas intervenções. Depois dos momentos de ataque da Holanda, o Japão voltou a marcar presença no ataque apostando em cruzamentos para a área holandesa.
Ao notar que não conseguiriam chegar por cima, a equipe começou a investir em jogadas rasteiras, trabalhando mais a bola na tentativa de chegar à entrada da área em condições para finalizar ao gol, mas esbarrando em uma defesa bem postada da Holanda.
Ironicamente, em uma jogada de escanteio, o Japão conseguiu vencer a defesa holandesa no alto pela primeira vez na partida e conseguiu marcar o gol de empate com Daichi Kamada aos 44 minutos da etapa final. Os minutos finais foram marcados por uma Holanda quen buscava tomar atitude para fazer o terceiro enquanto o Japão esperava em seu campo defensivo para reagir com ataques em velocidade. Após um primeiro tempo morno, o segundo tempo com quatro gols compensou os momentos fracos e garantiram aos expectadores um grande duelo, como o esperado.
Ficha técnica
Data e horário da partida: 14 de junho de 2026, às 17h (Brasília);
Local: AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos;
Árbitro principal: Ismail Elfath (EUA);
Assistentes: Corey Parker e Kyle Atkins (EUA);
VAR: Armando Villarreal (EUA);
Cartões vermelhos: sem cartões vermelhos;
Gols da partida: Virgil van Dijk (HOL), Keito Nakamura (JAP), Crysencio Summerville (HOL), Daichi Kamada (JAP);
Escalações das equipes:
Holanda: Verbruggen; Dumfries, Van Hecke, Van Dijk e Van de Ven; De Jong, Gravenberch e Reijnders; Summerville, Gakpo e Malen. Técnico: Ronald Koeman.
Japão: Zion Suzuki; Taniguchi, Hiroki Ito e Watanabe; Doan, Maeda, Kamada, Nakamura, Kubo e Sano; Ueda. Técnico: Hajime Moriyasu.
Estatísticas da partida
Equipes: Holanda – Japão
Posse de Bola: 60% – 40%
Finalizações: 10 – 10
Finalizações no gol: 6 – 3
Defesas do goleiro: 1 – 4
Escanteios: 5 – 4
Faltas cometidas: 7 – 7
Cartões amarelos: 3 – 0
Cartões Vermelhos: 0 – 0
Próxima partida: Costa do Marfim x Equador.
